Celebremos com Júbilo, hinário cachoeirense.

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Celebremos com Júbilo Rumo ao Novo Milênio, foi o título do hinário litúrgico da Paróquia de Carmo da Cachoeira, corrigido por Maria Antonieta Rezende, e que tinha em sua capa a imagem de Jesus Cristo reproduzida a cima.

Próxima imagem: A história faz-se por meio de documentos.
Imagem anterior: Denise Garcia e os Garcia Frades.

Comentários

projeto partilha disse…
No último final de semana, um número significativo de cachoeirenses esteve em APARECIDA/SP. Os romeiros seguiram conduzidos por 5 onibus, l van. Alguns utilizaram seu próprio meio de transporte. Estes levavam as pessoas com mais dificuldade de locomoção e acesso. É um movimento que acontece anualmente, portanto, está incorporado a Cultura desta DEVOCIONAL CIDADE do Sul de Minas Gerais, Carmo da Cachoeira.
È a oportunidade de um encontro grupal, mágico e poético do SER humano com a MÃE PADROEIRA DO BRASIL. Muitos não querem perder a oportunidade de estar manifestando, de forma grupal, seus agradecimentos e pedidos. Alguns programam os gastos para o evento, guardando todos os meses um pouquinho, do que ganham. Terê nos contou, ao descer do onibus, nesta segunda-feira, dia 17: "todo mês, separo 15 reais para poder participar desta romaria. Não fico pedindo empréstimo para ninguém. Pago 170 para o organizador (aí estão sendo pagos, o hotel, o transporte e as 3 refeições diárias). Fico com 10 réis com o qual compro lembrancinhas para os que não puderam ir. Volto com o coração muito leve, e desta vez trouxe até as pílulas do Pe. Galvão".
projeto partilha disse…
Da obra, "encontros e desencontros", p.43. Autora - Maria Antonietta de Rezende.


À IMACULADA CONCEIÇÃO APARECIDA

Por esse dogma que tanto te enaltece,
Por tua Santa e Imaculada Conceição,
Nós te louvamos, ó Maria, nesta prece, Mulher bendita, as nações te chamarão!

Salve, Rainha, ó Mãe da Misericórdia!
Nossa esperança, nosso alento e vigor,
A nossa Pátria, vem, liberta da discórdia,
Da ignomínia, da injustiça e desamor!

Tu família, aqui, hoje reunida,
Encontra forças no seu lento caminhar.
A ti recorre, Virgem Santa Aparecida,
Nosso caminho vem, ó Mãe, iluminar!

Somente tu foste escolhida e preparada
Por Deus, o Pai, que com carinho te ornou,
Para fazer do Filho Seu, digna morada!
Pelo teu sim, a humanidade se salvou.

Novo Milênio, com Maria festejamos,
Agradecendo tantas graças ao Senhor.
Com passos firmes, nova etapa iniciamos,
Com muita fé, muita esperança e muito amor.
Anônimo disse…
TRANSCRIÇÃO DE DOCUMENTO - EDRIANA APARECIDA NOLASCO. Solicitação - Projeto Partilha.
Tipo de documento - Inventário.
Ano - 1821. Caixa - 36.

Inventariado - Capitão José Joaquim Gomes Branquinho
Inventariante - Maria Vitória dos Reis.
Local - Santana das Lavras.

fl. 01
Inventário dos bens que ficaram por falecimento do Capitão José Joaquim Gomes Branquinho de quem é viúva e inventariante sua mulher dona Maria Vitória dos Reis.
Data - 07de junho de 1821.
Local - Fazenda denominada Boa Vista. Freguesia de Santana das Lavras. Termo da Vila de São João del Rei, Minas e Comarca do Rio das Mortes em casa de morada de dona Maria Vitória dos Reis.

Fl.01v
DECLARAÇÃO
(...)declarou a dita inventariante que o dito seu marido faleceu no dia primeiro do mês de abril do corrente ano de mil oitocentos e vinte e um com o seu solene Testamento (...).

Fl.04
TESTAMENTO
In nomini Domini Amém.
Eu José Joaquim Gomes Branquinho filho legítimo de José Gomes Branquinho e Ângela Ribeira de Morais natural e batizado na Freguesia de São João del Rei morador na Freguesia das Lavras do Funil Termo e Comarca da Vila de São João del Rei estando gravemente enfermo e em meu perfeito juízo e desejando por a minha alma no caminho da salvação faço o meu Testamento pela forma seguinte:
Sou católico Romano e nesta fé protesto viver e morrer.
Primeiramente encomendo a minha alma a Deus que a criou e rogo a Virgem Maria Senhora Nossa e ao Anjo da minha Guarda e todos os Santos sejam meus intercessores, a fim de que a minha alma quando sair deste mundo vá gozar da eterna bem aventurança para que foi criada. Ordeno que o meu corpo seja amortalhado no Hábito da Senhora do Carmo de quem sou Irmão Terceiro e sepultado na Igreja Matriz ou na Capela mais vizinha ao meu falecimento, o meu enterro deixo a eleição de meu Testamenteiro.
Declaro que sou casado com dona Maria Vitória dos Reis de cujo matrimônio temos dez filhos, sete casados e três solteiros, os quais são meus legítimos herdeiros.
Declaro que com tenho (fl.04v) herdeiros necessários estes devem herdar as partes que lhes pertencem e disponho da minha terça para aquelas cousas que não devem sair do Monte Mor e por isso deixo que se digam pela minha alma duzentas missas; e assim mais pelas almas de meus pais vinte missas; e pelas almas dos meus escravos falecidos dez missas; e pelas almas do purgatório vinte missas.
Deixo ao meu afilhado Cândido filho de meu compadre JOAQUIM FERNANDES cinquenta mil réis;
a meu afilhado José filho de meu compadre JOSÉ ALVES cinquenta mil réis;
a minha afilhada Maia filha de meu compadre ANTONIO ALVES cinquenta mil réis;
a meu afilhado José filho de meu filho José cinquenta mil réis;
deixo a Nossa Senhora do Carmo de SÃO JOÃO DEL REI cem mil réis para ajuda das suas obras;
deixo vinte mil réis para se distribuir com os pobres da Freguesia sendo cada esmola de cento e cinquenta.
Declaro que à minha filha JACINTA casada com o capitão JOAQUIM FERNANDES dei de dote quatrocentos e cinquenta mil réis, entrando nesta quantia uma escrava por nome Joaquina comprada por cento e cinquenta mil réis, e uma crioula por nome Eva de idade de cinco anos que foi avaliada no preço de cinquenta mil réis.

(Fl.05) Do mesmo modo dotei a minha filha Maria casada com o capitão José Alves com quatrocentos e cinquenta mil réis, entrando também nesta quantia uma escrava por nome Catharina comprada por cem mil réis, e uma crioula por nome Delfina de idade de oito anos que foi avaliada no preço de cem mil réis.
Do mesmo modo a minha filha Cândida casada com ANTÔNIO ALVES dei de dote quatrocentos e cinquenta mil réis, entrando nesta quantia uma escrava por nome Theresa comprada por cento e trinta mil réis, e uma crioula por nome Juvita de idade de dez anos que foi avaliada no preço de cem mil réis, cujos dotes de quatrocentos e cinquenta mil réis se levará em conta na legítima que pertencer a cada uma das ditas minha filhas.
Declaro que meu filho LUIZ GONZAGA levou um crioulo por nome Lotiro(?) no valor de cento e quarenta mil réis cujo valor se descontará na legítima que lhe pertencer.
Declaro que dei a meu filho JOÃO DAMASCENO cento e quarenta mil réis; a meu filho CÂNDIDO o mesmo, e meu filho JOSÉ o mesmo, cujas quantias se levará em conta nas suas legítimas.
Nomeio para meus Testamenteiros em primeiro lugar a minha mulher Maria Vitória, em segundo lugar a meu filho João Damasceno em terceiro lugar a meu compadre Joaquim Fernandes aos quais rogo pelo amor de Deus queiram ser meus Testamenteiros, para o que os hei (fl.05v) por habilitados e os constituo meus Procuradores e administradores de meus bens, que poderão vender e dispor a seu arbítrio sendo a benefício das minhas disposições , e o que aceitar esta minha testamentária haverá dos meus bens prêmio para seu trabalho oitenta mil réis e lhe concedo dois anos para a conta Judicial e se não for bastante o Juiz competente lhe concederá mais o tempo preciso.
Declaro que depois de cumpridas estas minhas disposições se sobrar alguma coisa da minha terça se distribuirá igualmente por todos os meus herdeiros.
Deste modo hei por acabado este meu Testamento que vai somente por mim assinado e se para sua validade faltar alguma cláusula em direito necessários, as hei aqui por expressas e declaradas como se delas fizesse menção.
E rogo as Justiças de sua Magestade lhe façam dar seu devido e inteiro comprimento na melhor forma e ordem de direito que valer possa por ser esta a minha última vontade.
FAZENDA DA BOA VISTA, 24 de março de 1821.
JOSÉ JOAQUIM GOMES BRANQUINHO.

Fl. 06v.
SUBSCRITO
Testamento do Capitão José Joaquim Gomes Branquinho na sua Fazenda da Boa Vista Freguesia das Lavras do Funil (...)

ABERTURA
Certifico haver aberto este Testamento com que faleceu o Capitão José Joaquim Gomes Branquinho ao primeiro de maio de mil oitocentos e vinte e um (...)

Fl.08
PROCURAÇÃO
Procuradores nomeados - Reverendo João Ferreira Leite; tenente Emerenciano José de Souza Vieira.
Data - 08 de abril de 1821.
Local - Fazenda da Boa Vista Freguesia das Lavras do Funil em casas de morada de dona Maria Vitória dos Reis.
Que fa - dona Maria Vitória dos Reis, viúva.

Fl.09
Filhos

01 - Capitão João Damasceno Branquinho, casado;

02 - dona Jacinta Ponciana Branquinho casada com o capitão Joaquim Fernandes Ribeiro de Rezende;

03 - alferes Luiz Gonzaga Branquinho, casado;

04 - alferes Cândido Hermenegildo Branquinho, casado;

05 - dona Maria das Dores Branquinho, casada com o capitão José Alves de Figueiredo;

06 - José Justiniano Branquinho, casado;

07 - dona CÂNDIDA VIEIRA BRANQUINHO, casada com Antônio Alves de Figueiredo;

08 - Alexandre Gomes Branquinho, solteiro de idade de vinte e sete anos;

09 - dona Ana Alexandrina Branquinho, solteira, de idade de vinte e cinco anos.

(continua)
leonor disse…
Erro de postagem no comentário anterior. Leia-se PROJETO PARTILHA, e não anônimo como constou.
projeto partilha disse…
Continuação. Inventário Capitão José Joaquim Gomes Branquinho.
Transcrição - Edriana Aparecida Nolasco.
Fl.9
FILHOS

10 - Dona Claudina Marcelina Branquinho, solteira, de idade de vinte e dois anos.

Fl.10v
BENS

- um tear com seus aparelhos
- 09 rodas de fiar usadas
- 07 enxadas de valos
- 10 enxadas de roça
- 05 machados usados
- 05 foices novas
- 04 foices pequenas
- 03 carros velhos desferrados
- 01 carro ferrado em bom uso.

FERRAMENTAS DE CARAPIN
- 1 trado pequeno
- 1 martelo grande
- 1 formão grande
- 1 formão pequeno
- 1 enxo, 1 serra e 1 verruma; 1 tesoura grande e 1 truquês pequena

PRODUÇÃO
- 20 barris de aguardente
- 01 canavial maduro

ESCRAVOS - 34

ANIMAIS - 06 cavalos; 53 carneiros

BENS DE RAIZ

- uma Fazenda de cultura denominada Boa Vista que se compõem de matos virgens capoeiras e campos de criar, que de um lado parte com terras dos herdeiros de Antônio Dias de Gouveia, com o Capitão João Ferreira; e com terras da Fazenda do falecido Capitão André Martins de Andrade
6:716$000

- casas de vivenda, paiol, moinho com todos os seus aparelho, casa de fazer queijos, estrebaria, engenho de moer cana tudo coberto de telha, senzalas e monjolo coberto de capim, terreiro e rego de água 600$000

- umas casas e ranchos sitas na Fazenda acima declarada 40$000

- uma morada de casas sitas em São Thomé das Letras 50$000

Mais animais - 166 vacas;52 novilhas; 57 garrotes;05 touros; 54 bezerros; 37 bois de carro; 02 éguas e 01 cavalo.

fl.27
PROCURAÇÃO

Procurador nomeado - Reverendo João Ferreira Leite
Data - 26 de novembro de 1821
Local - Boa Vista
Que fazem - Joaquim Fernandes Ribeiro de Resende; José Alves de Figueiredo; Antônio Alves de Figueiredo; Luiz Gonzaga Branquinho; Cândido Hermenegildo Branquinho; José Justiniano Branquinho (genros e filhos do Inventariado).

Monte Mor 14:738$105
Monte Líquido 14:675$370
Meação da viúva 7:337$685
Monte partível 5:846$790
Legítima a cada herdeiro 584$679

Fl.43
PROCURAÇÃO
Procurador nomeado - Reverendo João Ferreira Leite
Data - 27 de julho de 1822
Local - Boa Vista
Que faz - Capitão de Ordenanças João Damasceno Branquinho.

Fl.49

Certifico que revendo os Livros de Batizados em um deles já findo a folha 168 verso se acha o do teor seguinte:

"Aos vinte e um de junho de mil setecentos e noventa e nove na Capela de São Bento o Reverendo Capelão João Francisco da Cunha batizou e pôs os Santos óleos a CLAUDINA filha legítima de José Joaquim Gomes Branquinho e dona Maria Vitória. Foram padrinhos: Domingos dos Reis e Silva e dona Maria Clara de Resende, todos desta Freguesia.

Fl.50
PROCURAÇÃO

Procurador nomeado - Reverendo João Ferreira Leite
Data - 07 de março de 1827
Local - Fazenda da Boa Vista Termo de São João del Rei
Que faz - Claudina Marcelina Branquinho (filha do Inventariado).

OBSERVAÇÃO:
Inventário encomendado visando conhecer o detalhamento a doação feita a Nossa Senhora do Carmo. Aqui se diz:

"Deixo a Nossa Senhora do Carmo de São João del Rei cem mil réis para ajuda das suas obras".
Nenhuma outra referência nesse aspecto.

- Ao citar Freguesia (que poderá ser Lavras ou São Thomé das Letras (onde tinha casa) diz:
"Deixo vinte mil réis para se distribuir com os pobres da Freguesia (...)

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