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Manoel Ferreiro Avelino de dona Maria de Souza.

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O Mané Saraiva, Manoel Ferreiro Avelino de dona Maria de Souza. Avós do Neca, o contador de histórias - o cachoeirense Manoel Ferreira Dias, casado com Selma Mendonça.

Próxima imagem: Antigo mapa de Carmo da Cachoeira em Minas.
Imagem anterior: Cachoeirenses em 1928 em foto de Massote Photo.

Comentários

projeto partilha disse…
Mané Saraiva - Manoel Ferreira Avelino, filho de Augusto Ferreira Avelino era proprietário de parte das terras da Fazenda Olaria e da Fazenda Estaleiro. Tinha também, parte nessas terras, JOÃO RITINHA (sobrenome RITA). Para se chegar nessas fazendas, era só seguir o Corredor do Nenzico, hoje Rua Mizael Dias de Gouvêa. O Nenzico era filho do Mizael. As referidas Fazendas, ficavam em frente as terras pertencentes a família Junqueira/Gouveia, onde Mizael morava, e era um de seus descendentes.
A Sociedade Cachoeirense muito deve a JOÃO RITINHA. Foi ele quem doou o grande terreno para construção das casinhas do Asilio de São Vicente de Paula. Quem passa hoje pela rua Oliveiros Reis, vê duas casinhas, muito pequenas, vizinhas ao muro do Estádio Tabajara. Essas casinhas faziam parte do terreno doado por JOÃO RITINHA, e era onde morava "AS PALADÁRIAS", entre outros assistidos. Paladárias é um nome lembrado por pelas pessoas mais velhas, antigos cachoeirenses. Eram duas irmãs e foram assistidas por algum tempo pela Conferência Vicentina. Nas anotações em antigos livros, ainda existentes, e de conhecimento do Projeto Partilha, a partir de 1949, aparecem nomes dos assistidos: Marciana e Francisca; Paladarias; Antonio Quintino; viúva de José Luiz; viúva de Filomeno; Eudóxia; Geralda e Inácia; Candinha; Chiquita; Maria Goiaba; Maria Manoel Padre e Joana; Olinta Olimpia).
projeto partilha disse…
NECA, O CONTADOR DE HISTÓRIAS.

Histórias fantásticas que assombram o imaginário com seus fantasmas, almas penadas, lobisomem, mula sem cabeça soltando fogo pela boca, o cavalo de 3 pés, faziam parte do cotidiano da família Souza/Ferreira Avelino. Eugênio de SOUZA, era sogro de Mané Saraiva. Durante as conversas "ao pé do fogo", ou nas noites claras e quentes de luar, os adultos contavam seus feitos e vivências - familiar ou vividas nos longínquos e infindáveis espaços deste imenso sertão, enquanto a criançada brincava descontraída. A história social e pessoal estava, nestes momentos sendo preservada e mantida naquele grupo familiar. A linguagem era a oral, simples, singela e compreensível a todos. Resguardar partes da história de Cachoeira, foi um dos feitos deste casal da foto, e mantida através de sua descendência, através de NECA, que as partilha com os internautas. Enquanto a criançada, em algazarra cantava, declamava, adultos contavam seus "causos". Foi neste meio que Neca foi criado. Num ambiente familiar rico em convivo humano, de encontros e desencontros. Nos encontros, que aconteciam a noite, entre jogos, brincadeiras e cantos, rezas e declamações, havia sempre novidade a ser incorporada pelo grupo. Tudo se renovava, tudo se refazia. A magia esta nos encontros partilhados. Enquanto tudo acontecia de maneira informal, as lendas, os contos, os trava-linguas, as brincadeiras de roda, o pega-pega, o passa-passa, os processos de aprendizado se davam. Cada participante, e a sua maneira, incorporava os conhecimentos. Através das letras contidas nas cantigas de rodas, de ninar, entre tantas outras, e que, de forma indireta cooperavam com o amadurecimento da criançada, acontecia um processo de pura alquimia e transformação. Mané Saraiva e Maria tiveram 16 filhos. Criaram 12, sendo 8 meninos e 4 meninas, entre elas a NENZINHA SARAIVA, mãe do NECA. Personagens mitológicos e universais tem um papel especial. Enquanto falavam de seus sentimentos e vivências, aguçam a imaginação infantil. É o folclore garantido o desenvolvimento de um mundo muito especial - o da imaginação, da fantasia, da criatividade. Por apresentarem-se despersonificadas, essas experiências tem efeito multiplicador. Na realidade, refletem o processo pelo qual o ser humano passa enquanto cresce. Cada criança, através de seu crivo pessoal, e de sua percepção irá percebendo que suas dificuldades, seus medos, suas angústias, não são únicas e, com isso se fortalece. Leva para cama, através dessas vivências e brincadeiras ocorridas sob o céu enluarado, ou "ao pé do fogo" a segurança do grupo e, muito, muito mais. O sono e o sonhos se encarregarão de reciclar todo esse material recolhido e, ao amanhecer, a criançada não é mais a mesma. Está transformada e mais amadurecida. Tudo com muito amor, compreensão e amizade partilhada.
projeto partilha disse…
Os "causos" e vivências partilhadas, tendo como testemunhas o céu estrelado, tanto das noites frias de junho, como das claras noites de lua cheia do outono e verão aconteceram nos terreiros da casa sede, entre os 84 alqueires de terras pertencentes ao Tropeiro Mané Saraiva. Segundo Neca, seu avô permanecia, lá pelo norte das Minas Gerais e Triângulo Mineiro 3 meses. Comprava manadas, compostas de cinco mil bois, e sob encomenda dos irmãos Antenor e Mário da Saquarema. Ao regressar de viagem, ficava em suas terras uma semana, voltando, a seguir, a outro ciclo de mais 3 meses na mesma lida - a de comprar animais. Eugênio de Souza, pai de Maria de Souza, conhecida como "Aria", tinha, entre seus filhos um que não se casou, o Tio Otávio. Era ele quem ficava junto da irmã e fazia o papel e "impor o respeito" junto da prole de Aria, e os passantes pela estrada. A criançada aprendeu com ele muitas brincadeiras, principalmente, as de "assustar". Ouviram dele, também, muitas estórias de assombração. Dizia que elas ficavam assustando as pessoas nas estrada. Entre tantas brincadeiras em grupo, acontecia também os jogos de "bispa" e "trunfo". "Quem não gostava disso era a vovó", comenta Neca.
projeto partilha disse…
Lemos, num dos comentários de ontem que cita o pedido de confirmação da Sesmaria do Favacho e Angahy, a seguinte citação:
Lisboa, 9 de junho de 1766.

Senhor:

"Diz o capitão José Vieira de Almeida, assistente no sítio do ENGAHY ABAIXO (...)". Para nosso entendimento e estudo poderemos visualizar a localização física que compreende este espaço, chamado de ENGAHY ABAIXO. Segundo Jorge Fernando Vilela, autor da obra, "O SERTÃO DO CAMPO VELHO", É o espaço "ABAIXO DA ESTRADA", ou seja, O CAMINHO VELHO, ou por outra, onde está a cidade de Cruzília, Baependi, entre outros.

Visando começar a conhecer quem estava por aí, veja o site:
Meireles - A síntese genética da marcha - Windows Internet Explorer
http://harasmeirelles.com.br/ ...
projeto partilha disse…
Outra fonte para nossa busca poderá ser, além dos inventários e testamentos, é a obra de Olympio Meirelles dos Santos, "Esboço Genealógico da Família Souza Meirelles". Ano 1937. Empreza Graphica da "Revista dos Tribunaes". São Paulo, p.85.

"RAMO DO ANGAHY"

Este ramo é constituído por José de Souza Meirelles, casado em primeiras núpcias com Generosa Clementina Villela, filha do casal Domingos Villela e Anna Generosa dos Reis Villela, em segundas núpcias com Anna Paulina de Rezende Reis, filha do casal Antonio dos Reis Silva Rezende e Maria Clara de Rezende (de Pouso Real - São João Del- Rey).

Na página 87, em nota de rodapé fala sobre um descendente do segundo casamento de José de Souza Meirelles, o filho, Christiano dos Reis Meirelles:
Christiano dos Reis Meirelles, descendente da nobre estirpe que fez do trabalho e da honra seu melhor brazão de glória, nasceu em ANGAHY, districto de ENCRUZILHADA, no município de BAEPENDY, no Estado de Minas Gerais, em 14 de novembro de 1860. Foram seus paes o alferes José de Souza Meirelles e Anna Paulina de Rezende, que dedicaram extremado carinho na educação moral e cultural de seu filho. Recebendo no aconchego do lar as licções de uma moral caldeada nos sãos princípios da Religião, na senda do Bem e da Virtude, por outro lado estudou preparatórios no celebre Collegio do Caraça. famoso pela sua disciplina e pela maneira como ahi eram ministrados os ensinamentos, e de onde sahiu em 1880, apto para uma vida honrosa. Dois annos depois contrahiu nupcias com Blandina Norberta de Meirelles, cujo fallecimento se deu em 1921.
Com uma vida toda voltada aos interesses da Pátria e da terra, que sempre extremeceu, occupou diversos cargos públicos, de marcada relevância, entre os quaes se destaca o de vereador do Município, posição em que se revelou um dedicado defensor dos interesses públicos.
Nessa posição de homem público, cujos trabalhos constituem honrosa e considerável bagagem, foi íntimo amigo do ex-presidente Arthur Bernardes, com quem, por diversas vezes, se empenhou em memoráveis campanhas políticas.
Dedicando-se ardorosamente aos misteres públicos, em benefício exclusivo da sua pátria e de seu torrão natal, não descurou, no entanto, em momento algum dos seus affazeres de chefe de família, voltado inteiramente aos seus. Homem de caracter, herdeiro de um nome honrado e honroso por todos os títulos, viu-se sempre cercado da amizade e da admiração de todos que tiveram opportunidade de conhecê-lo.
Voltado ao trabalho, dedicou-se com afã e pertinácia admiráveis à pecuária, obtendo significante victorias, fructos do seu esforço, entre os quaes se destaca a formação, em 1882, de um typo especial de gado, facto esse que trouxe innumeras vantagens e constituiu verdadeira victoria do trabalho nacional. Esse typo de gado, de caracteristicas marcantes, nascido e creado na FAZENDA DO ANGAHY, é conhecido em qualquer parte.
Unindo o interesse público ao privado, esse trabalhador, digno de veneração dos seus, pelo sangue e pela terra, fez de sua existência uma estrada luminosa, merecedora de applausos e digna de ser imitada.
Manoel Ferreira Dias disse…
"Causos do Neca".

É dia de festa em Cachoeira.

As noites de inverno em Cachoeira são muito, muito frias. Parece que no campo o frio é mais forte ainda. Depois da janta, "conversa ao pé do fogo", na sede da Fazenda Olaria e Estaleiro. Aria - Maria Ferreira de Souza, a avó do Neca e seu avô, Mané Saraiva, que voltou de viagem para assistir a festa da padroeira, fazem parte da sessão diária de "jogar conversa fora", de contar casos e "causos", de brincar de teatro, onde as crianças viram artistas - cantam, recitam, imitam os outros, assustam uns aos outros. Momento, no início da noite, marcado por pura descontração e felicidade. Melhor ainda quando o Mané Saraiva estava na roda. A palavra ficava só para ele. Todo mundo querendo conhecer, por ouvir, outros lugares. "Meu avô virava herói de suas próprias histórias". A criançada, filhos de herói, só tinha motivos para se orgulhar. Não havia derrotas, só vitórias.
Aria, vai logo dizendo que tinham que ir dormir cedo. No outro dia, iam ao povoado, e tinham que se preparar, procurar os sapatos e as roupas de festa. A criançada vibrava, mal conseguia esperar o amanhecer. Quando o grupo se punha a caminho era uma algazarra. Cruzavam com a Jaratataca (animal, comum no cerrado, e conhecido com o nome de Gambá), e passam longe. Da última vez que o tio Otávio resolveu agarrar uma com seu paletó, perdeu essa roupa. Por nada deste mundo, a roupa deixava de "feder".
O ponto mais importante da caminhada, era quando chegavam no "córgo do LAVAPÉS" (esta água ainda hoje, atravessa o corredor do Nenzico - rua Mizael Gouveia). Todo mundo saia de casa descalço, para não gastar a sola do sapato. Ele ia pendurado nos ombros. Aria, ia ajudando os menores a amarrar o cordão de um pé de sapatos, no do outro pé. Feito isso, colocava no ombro da criança. Havia aqueles preferiam levar no pescoço. Na córgo, todo mundo lavava seus pés, calçava os sapatos, e saia andando "todo durinho e desajeitado", mas tinham que aguentar. Estavam chegando no povoado, e era dia de festa. Só alegria, muita alegria.
Selma disse…
"Causos do Neca"

Houve a Proclamação da República. O ano era de 1889. O lugar era o Brasil. Caiu a Monarquia, e foi aqui instaurada nova forma de Governo - o regime republicano.

LIBERDADE! LIBERDADE!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.

Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro.
Brilha, avante, da Pátria no Altar!

Quanta mudança. Começou a andar pelas fazendas o Tabelião. Chegava ele com um livro grande e preto nas mãos. Era tudo solene, vinha para registrar os brasileiros, terras. Tudo direitinho. Com Tabelião não se brinca. É gente do Novo Governo. Antes, os papéis eram feitos na Igreja, até os registros de terras. O nome de ninguém pode ficar de fora desse livro preto. Nem que falar sobre as terras também. Só que o registro é em outro livro.
Aria, chama a criançada. Toda criança, naquela época usava a "camisolinha". Não tinha diferença no vestir "masculino" e feminino". Menininha e menininho, todo mundo de camisolinha. Nem precisa chamar, a visita era importante, e todo mundo espreitava, com um pouco de medo. Mané Saraiva ia logo sossegando a turma: "pode entrar na fila, aqui ninguém morde". Ninguém se preocupava em saber quem nasceu antes ou depois. Ia lá escrevendo o nome e estimando a data de nascimento. Tudo meio inventado. A única coisa de verdade, era a presença da criançada postada em fila, e ... ..., ninguém deixava de responder quando o Tabelião perguntava: "você é menino ou menina?" Sabe porque respondiam logo? "Para que o Mané Saraiva não viesse levantar a beirada da camisinha, e mostrar logo ... ..."
Nos encontros depois da janta, todo mundo queria contar como é que foi o dia. Um dia diferente e cheio de medo. Nessa noite, nada de jogar "bispa" e "trunfo", nem de pular corda, ou brincar de amarelinha. Cada um queria escutar, como é que o outro fez com seu medo. Aria e Mané reforçavam o que os filhos falavam e davam apoio para cada um. Enfim, agora eram um novo momento da vida do País. Liberdade! Liberdade!

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