Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

O primeiro bloco carnavalesco de Carmo da Cachoeira.


Nos fins de 1939 e princípios de 1940 esteve parado aqui o circo do Carequinha. Honrando o nome do seu principal elemento, o palhaço Carequinha, o circo era dos melhores aparecidos em Carmo da Cachoeira.

Tão integrados ficaram os elementos do circo na vida cachoeirense, que no Carnaval de 1940, unidos à mocidade local organizaram um bloco carnavalesco, parece-me que o primeiro aqui organizado, de muito bom gosto e que despertou grandes aplausos da multidão que assistia ao seu desfile.

Infelizmente um fato muito doloroso aconteceu no dia 4 de fevereiro, primeiro dia do Carnaval: pouco após o anoitecer daquele dia, quando o bloco desfilava pela praça, no passeio da casa onde então residia o Sr. Artur Russi e hoje1 mora o Sr. Antônio Pereira Chagas, estava um grupo de pessoas, entre as quais o Sr. Francisco Chagas (eleitor); essas pessoas aplaudiam também o bloco na sua passagem, quando repentinamente o Sr. Francisco Chagas caiu no passeio .

Apanhado e levado para um quarto, quando o médico, chamado às pressas chegou e o examinou, verificou que ele estava morto. Como seria natural que acontecesse, o bloco, no qual se encontravam alguns netos do Sr. Francisco Chagas, recolheu-se e naquela noite não houve mais nenhum festejo carnavalesco. Nos dias seguintes, como a família do falecido mandou pedis aos organizadores do bloco, o Carnaval continuou, mas sem o mesmo entusiasmo de antes porque, velho morador do lugar, ex-proprietário do hotel e ex-comerciante, o Sr. Francisco Chagas era muito estimado e sua morte foi muito sentida.

Depois do circo do Carequinha muitos outros apareceram e continuam a aparecer, porém nenhum do mesmo valor dos anteriores e sobre eles nada sei dizer.

Prof Wanderley Ferreira de Rezende

trecho do Livro: Carmo da Cachoeira: Origem e Desenvolvimento.

Próxima matéria: Cinema, baile e clube em Carmo da Cachoeira.
Matéria Anterior: A professora, a rígida moral mineira e o palhaço.

1. Este texto foi escrito por volta de 1975.

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