Mapa com as fazendas limítrofes.


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Próxima imagem: Procissão no antigo arraial de Carmo da Cachoeira.
Imagem anterior: Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

Comentários

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Mapa do ano de 1897. Commissão Geographica e Geologica de Minas Gerais. Folha n.6. Referência: Cidades, Vilas, Povoados. Chefe da Comissão de campo, Álvaro da Silveira.

Rio do Cervo, com o Ribeirão Parapetinga (Prapetinga). O Ribeirão é citado como um dos nossos limites. Em outros momentos ele pertenceu a Luminárias, bem como, a Fazenda dos Pinheiros e Lages. Essas, com muita frequência, aparecem em documentos, entre eles inventários, como pertencentes a Luminárias. Sempre questão de mudança na Lei que fixava os limites dos Municípios. A Companhia de Ordenanças DUAS BARRAS, primeira Instituição Governamental de Carmo da Cachoeira estava, fisicamente, ligada a este espaço fixo. O Mapa nos apresenta as Fazendas: PALMITAL, CAXAMBU, CHAMUSCA, PONTE FALSA, DO BALBINO. Embora não estejamos visualizando nesta tomada, devemos lembrar que, bem próximo, e ao sul da Fazenda do Balbino, aparecem as Fazendas: CAPÃO REDONDO, VAU, RANCHO, DOS TERRAS, CAQUENDE. A oeste da Fazenda Capão Redondo, as fazendas: PINHEIROS e LAGE, junto a um caminho que as liga ao Município de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.
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A Capella de São Bento do Campo Bello - Município de São Bento Abade, hoje, fica mais ao sul, junto a Serra do Campo Bello e, bem próximo ao Rio do Peixe.
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Marta Amato, em sua obra A FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DAS CARRANCAS e sua história. 1996. Edição Loyola. São Paulo, cita lo livro de Eclesiastes, capítulo 1,versículo 4:


"GERAÇÃO VAI, E GERAÇÃO VEM; MAS A TERRA PERMANECE PARA SEMPRE.", e, a partir da p.77, descreve, sob o título, A VIDA RELIGIOSA. A matriz e suas capelas, a trajetória da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas, a partir de sua criação em 1736, tendo com seu vigário, o Pe. Antônio Mendes. Diz ela que, já em 1721 existia uma Capela com a denominação de NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DO RIO GRANDE ou CAPELA DO RIO GRANDE, onde foi efetuado um batismo. Diz, ainda que, pelos documentos encontrados existia ainda em Carrancas uma capela em terras do Capitão-mor Inácio Franco Torres, natural da cidade da Bahia (hoje Salvador), filho de José Franco Torres e de Teresa da Silveira. Ele casou-se em Carrancas aos 24 de maio de 1734 com Maria da Porciúncula Barbosa, natural de Guaratinguetá- São Paulo, filha de Francisco Álvares Barbosa e de Isabel Fragosa.
No livro de Provisões da Cúria do Rio de Janeiro de 1728 a 1732, constam os seguintes dados, conforme informações prestadas por José Gomide Borges:
Em 20 de fevereiro de 1729 - "Passei provisão de pároco da Capela de Inácio Franco, no sítio das Carrancas do Rio Grande, Comarca do Rio das Mortes, por tempo de um ano somente ao Pe. João de Barros, natural do bispado do Porto" (fls 46v.).
Em 26 de fevereiro de 1729 - "Passei provisão de coadjutor da Capela Curada de Inácio Franco, no sítio das Carrancas, junto ao Rio Grande, Comarca do Rio das Mortes, por tempo de um ano somente, ao Pe. Miguel da Silva Grilo, do Bispado do Porto" (fls.48), (o Pe. Miguel foi designado, a seguir, para a freguesia de São João Batista do Itaboraí em 16 de março de 1729).
Em 21 de março de 1729 - "Passei provisão de pároco da Capela de Inácio Franco, no sítio das Carrancas do Rio Grande, Comarca do Rio das Mortes, por tempo de um ano somente, ao Pe. João Moreira, natural do Bispado do Porto" (fls.50v.).
Em 25 de fevereiro de 1730 - "Passei provisão de capelão curado da Capela de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas, Comarca do Rio das Mortes, por tempo de dois anos, ao Pe. João Moreira".
Em 12 de outubro de 1731 - "Passei provisão ao Pe. João de Eiró, de vigário encomendado da Igreja de Carrancas, por tempo de um ano somente" (fls.173).

Alguns se perguntarão: Carrancas?
Aqueles, que acompanham as páginas de carmodacachoeira.blogspot.com , já há algum tempo, se familiarizaram com a extensão territorial da COMARCA DO RIO DAS MORTES, onde a CACHOEIRA DOS RATES estava inserida, e a percebeu e a visualiza, num "fogo cruzado" contínuo. Por vários motivos, sendo um deles, por estar encravada num sertão onde não havia ouro, e havia a presença de portugueses, paulistas, entre outros. Devido a essas circunstâncias, CARRANCAS, era o ponto referencial, e de grande importância na história de CARMO DA CACHOEIRA. Um dos documentos, em que é registrado um ato religioso com a presença de MANOEL ANTONIO RATES, aparece o termo "FREGUES DESTA FREGUESIA", querendo com isso dizer que, Carrancas e Cachoeira dos Rates, na época, estavam muito próximas, embora, geograficamente distantes (Brasil Colonial).
Continuando com Marta Amato, p.80, lê-se:
Em 1739, encontrei informações de que pertenciam a Carrancas vários cemitérios, onde foram enterrados escravos e desconhecidos falecidos na freguesia. Entre eles: cemitério da Igreja de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas, cemitério da Capela do Rio Grande, CEMITÉRIO DO CAMPO BELO e CEMITÉRIO do DESERTO DO DOURADO (Marta Amato coloca, entre parêntesis~, São Bento Abade).
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Já que Marta Amato cita, Inácio Franco Torres e fala de seu casamento com uma paulista, vamos poder conferir, este lado paulista, lendo, p.378, em SILVIA MARIA JARDIM BRUGGER, o inventário de Francisco Ávila Fagundes, irmão de MANOEL ÁLVARES TAVEIRA (Manoel Alves Taveira), filhos de Maria Taveira. Cf. no site: Minas patriarcal: família e ... Pesquisa de Livros do Google - Windows Internet Explorer e com o nome de Francisco Ávila Fagundes. Em outros sites, os internautas, poderão saber onde está localizada a sesmaria da família. Marta Amato, atualizando seu trabalho, em 2004, diz que, dona Josefa Leme da Silva (ou de Lima), filha de Maria de Lima Soares natural de Santa Maria das Águas Santas, Porto, Portugal e de João Bicudo do Espírito Santo, era irmã de Maria Leme Soares casada com José da Silva Monteiro e de Antônio Corrêa Leme, casado em 1735com Maria de Almeida Lara e que seu pai, João Bicudo do Espírito Santo, em 20 de setembro de 1717, salvo se existir outro de mesmo nome, recebeu uma sesmaria nas Cabeceiras do Ribeirão da Guaiuna, Termo de São Paulo. Os filhos do casal cresceram e multiplicaram-se, haja visto que quase todos os atuais moradores de Carrancas descendem de Manoel Álvares Taveira, alguns dos quais ainda usam o "ALVES TAVEIRA" como sobrenome.
Nas Minas Gerais, a sesmaria era a denominada Dois Irmãos.
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Nos comentários da página de ontem, o Projeto Partilha ouviu Thomazelli dissertando sobre José Luiz de Paiva, filho de Domingos de Paiva e Tomásia Maria da Silva. Domingos e Tomásia foram pais também de Francisca Benedita de Assis que, em seu testamento a coloca como terceira testamenteira (Cf. site: Inventário e Testamento de Domingos de Paiva e Silva - Windows Internet Explorer) "minha filha Francisca Benedita de Assis".
Francisca Benedita de Assis, batizada em 30.11.1777, foi casada com José Joaquim Ribeiro, filho de Genoveva da Trindade Barbosa, casada com Antônio Ribeiro da Silva, natural de São João del-Rei. Genoveva era filha de Francisco Álvares Fagundes (Francisco Alves Fagundes), batizado na Sé de São Salvador. Como poderemos conferir em seu testamento, era natural da Ilha Terceira, Agra, filho legítimo de João de Lima Fagundes e de Maria da Conceição. Genoveva Maria era irmã de Francisca Maria de Jesus, casada com Antônio Leite Coimbra, sogros de Francisco da Silva Xavier Toledo. A mãe de Francisca Benedita, dona Maria Vitória do Nascimento, era filha de Antônio de Brito Peixoto, casado na FAMÍLIA MORAES, filha de Teresa de Moraes (paulista), casada que foi com André do Vale Ribeiro, filho de Domingos Francisco e Maria do Valle. Sobre este pessoal existe farto material disponibilizado, é só munir-se de um pouquinho de paciência e, navegar. Luz e Harmonia a todos.
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Quando, em 2005, iniciamos o trabalho de levantamento de dados, na busca de MANOEL ANTONIO RATES, primeiro morador do SÍTIO DA CACHOEIRA, na CACHOEIRA DOS RATES, contamos o historiador e Genealogista PAULO COSTA CAMPOS. Dentre tantas sábias orientações e constatações, dizia ele: "essa tal de Três Pontes, muitas vezes, me levou a muita pesquisa. Ao relacionar as Sesmarias de Três Pontas, logo me deparava com o termo Três Pontes". Hoje, os internautas já aprenderam percorrer, através de seus estudos, caminhos distantes, no entanto, circunscritos a mesmo território - A Comarca do Rio das Mortes, e nela a Freguesia de Carrancas, uma verdadeira imensidão territorial, com seus rios, serras, montes, ribeirões, e ... .. GENTE IDEALISTA. Dessa gente, descende PAULO COSTA CAMPOS, incansável pesquisador. Diz ele: "Em 01/AGO/1777, dona Maria Teresa do Carmo, recebe, na paragem do Ribeirão das Três Pontes, do outro lado do rio Grande, uma Sesmaria. No mesmo ano, em 22 de agosto, João da Mota Coelho, também recebe outra Sesmaria, onde se lê, Ribeirão das Três Pontes".
O Mapa que figura nesta página nos informa da presença do Ribeirão dos Coelhos, que aparece ligando a Fazenda do PALMITAL à fazenda da Barra, no Rio do Cervo.
Junto ao mesmo Ribeirão (do Cervo), o Ribeirão Parapetinga, constante em nossas divisas, numa certa época. Seguindo em direção ao Rio Ingaí, entre picadas, está o Ribeirão da Vargem Grande e a Fazenda do mesmo nome e logo a seguir o PINHEIRINHO, bem próximo de INGAHY VELHO, tão citado pelo cachoeirense MANOEL FERREIRA DIAS -o NECA, como berço de seus ancestrais. Interessante ouvir os cachoeirenses, e não devem estranhar os internautas de outros Estados ou Países. O mineiro diz: "fica aí mesmo". Ah!, é só começar a caminhar. Percebe-se logo que, os conceitos parecem contradizerem-se. Aqui, em Cachoeira, o pessoal diz: "Chegar a Luminárias, por São Bento, é bem pertinho. Fica logo ali, atrás do Morro". A citação corresponde a Serra da Pedra Branca.
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"Os caminhos abertos e percorridos pelos Bandeirantes até 1700 permaneceram até hoje em dia. Atualmente, são nossas estradas e estão pavimentadas. Assim, da incursão pelo Embaú, via Passa Quatro e Capivari, originou a estrada atual. Da mesma forma a via Piquete, Wenceslau Braz e Itajubá, é hoje uma rodovia importante.
Não podemos esquecer a estrada que parte de Campos de Jordão, através da Mantiqueira, São Bento, seguindo por Paraizópolis, Brazópolis até Piranguinho. Neste entroncamento encontra-se com a rodovia que liga Itajubá a Pouso Alegre. E entre elas a mais importante, a BR 381 - Rodovia Fernão Dias.
De Caxambú, seguindo para Baependi, Cruzília e Aiuruoca, um entroncamento importante naqueles tempos era acesso para São Thomé das Letras, Angaí e Lavras.

ANTES DE ANGAÍ, SAÍA UM CAMINHO PARA TRAITUBA, CARRANCAS, RIO GRANDE e SÃO JOÃO DEL REI".

O autor poderá se referindo, de acordo com nosso entendimento, ao ponto referido nas cartas de Sesmarias como, TRÊS PONTES, e em nossa região corresponde ao espaço compreendido entre a FAZENDA DO PALMITAL, (no Ribeirão Parapitinga), na altura onde está a FAZENDA DE FRANCISCO COSTA e o "E. Velha Prapitinga". Como se poderá ver pelo MAPA, a partir da FAZENDA DA BARRA, segue um caminho que atravessa a Serra PEDRA BRANCA, passando bem próximo da Fazenda da Vargem Grande. O referido caminho passa também pela Fazenda do Quilombo. O local deve corresponder a uma imensa região que, no ano de 1897, conforme indica o MAPA, inclui a FAZENDA DE FRANCISCO COSTA. Uma dessa pontes dá acesso a Carrancas, onde estava a sede a Freguesia, responsável pela administração dos sacramentos em toda região. Era Carrancas o referencial de religiosidade para MANOEL ANTONIO RATES, do Sítio da Cachoeira, na Cachoeira dos Rates, na Comarca do Rio das Mortes, nas Minas Gerais.

O trecho que aparece entre aspas, aparece em A EVOLUÇÃO DE NOSSA HISTÓRIA, DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA. Associação Comercial e Industrial de Três Corações, Minas Gerais. Ano 2005. Excelsior Gráfica Editora. Três Corações, Minas Gerais. Catalogado na Fonte - Lucinéia Ferreira Pereira - Bibliotecária. Ilustração da Capa: Yukichige Noguchi. Texto de Ronaldo Urgel Nogueira, da Academia Tricordiana de Letras e Artes. Membro Efetivo-Cadeira n.02. O exemplar que faz parte de nossos arquivos traz a seguinte dedicatória: "Para dona Leonor com todo carinho. De Ronaldo Urgel Nogueira. Três Corações, TERRA DO REI PELÉ, outubro de 2005.
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Orville Adalberto Derby afirma que, a primeira expedição de que se tem registros mais concretos, a fim de desbravar o território, foi organizada com pessoas de várias feitorias. Reunidas na Feitoria de Cabo Frio, seguiram para a Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, em 1531 e de lá partiram penetrando por muitas léguas o sertão. Algumas formas registradas no Arquivo Público Nacional para se referir a empreitada são: "mais de setenta e cinco léguas"; "por montanhas mui grandes"; "e andaram cinquenta léguas por (...) campo mui grande". J. Pandiá Calógeras, em seu livro, As Minas do Brasil e sua legislação chegou a tentar reconstruir o roteiro. A subida da Serra do Mar (hoje onde estão localizadas as cidades de Teresópolis e Petrópolis - o Dedo de Deus), possibilitou alcançar as terras da Zona da Mata mineira, porém a colonização só se iniciou a partir da segunda metade do século XVII, com a povoação do Rio das Mortes, cuja sede ficava em São João Del Rei.
Na década final do século XVI, já era bem conhecidas várias trilhas para a subida da Serra do Mar, a maior parte delas, ao longo de todo o Vale do Paraíba. Uma feitoria, que servia de entreposto de apoio a todos que se dirigiam para a povoação de São Paulo de Piratininga, era a da existente no SERTÃO DOS PÁSSAROS BRANCOS, Guiratinguetá (Guaratinguetá). Algumas léguas daí, um outro ponto importante, e muito visitada pelos sertanistas era o Embaú, caminho obrigatório a ser seguido por todos aqueles que pretendiam subir a serra da Amantikira (Mantiqueira).
A primeira Bandeira, que foi muito além da garganta da Amantikira, e alcanço os CAMPOS GERAIS DOS CATAGUÁS, foi de JOÃO BAPTISTA VITORIANO, que partiu de São Sebastião do Rio de Janeiro, e que, aqui chegando, fez queimar folhagens resinosas, afim de afugentar as epidemias e os mosquitos.

Trechos contidos na obra, "Evolução de nossa história, do comércio e da indústria". Texto do Acadêmico de Letras e Artes de Três Corações, Ronaldo Urgel Nogueira.

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