Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

Um governo de oposição ao Palácio da Liberdade.


Para as eleições de 23 de novembro de 1962, desfeita a coligação que havia vigorado em Carmo da Cachoeira nos dois pleitos anteriores, a UDN apresentou como seu candidato ao cargo de Prefeito, o nome do Dr. Moacir Rezende, enquanto o PSD lançava o Sr. Saul de Oliveira Vilela.

A campanha política ia correndo normalmente e quando mais animada se tornava, quase nas vésperas da eleição, um fato lutuoso veio, até certo ponto, esfriar o ardor combativo das duas facções adversárias, pois veio a falecer repentinamente em Três Corações, onde residia, o Dr. Moacir Rezende. A sua morte abalou profundamente os cachoeirenses, sem distinção de cor partidária, mas a campanha deveria prosseguir e a UDN voltou à luta apresentando como novo candidato o Dr. Joaquim Fernandes de Vilhena Reis1.

Realizadas as eleições, foi vitorioso o candidato do PSD, Sr. Saul de Oliveira Vilela, que a 1º de fevereiro de 1963 tornava posse do cargo.

Nos dois primeiros anos de seu governo encontrou o Sr. Saul de Oliveira Vilela sérios obstáculos à sua administração, porque não contava com o apoio do Governo do Estado, então sob a chefia do Sr. Magalhães Pinto. Mesmo assim realizou o Prefeito boa administração:

- calçou alguns trechos de ruas;
- conseguiu a instalação do Telégrafo Nacional na Agência Postal locas;
- providenciou a mudança da Prefeitura para o local onde ainda hoje [1975] se encontra;
- mandou fazer e colocou 10 mata-burros de ferro;
- não descuidou da conservação das estradas municipais;
- construiu, com a cooperação de fazendeiros da vizinhança, no Rio Cervo, uma ponte na estrada para Luminárias; e
- últimos tempos de sua gestão, iniciou a construção da Praça do Carmo, que deixou praticamente concluída.

Foi durante o governo do Sr. Vilela que a Revolução de Março de 64 veio, pelo menos temporariamente, livrar o Brasil da baderna subversiva orientada e dirigida por estes mesmos homens que atualmente [1975] por ai se encontram na crista da onda, falando grosso e soltando livremente entrevistas nos jornais, no rádio e na televisão.

Prof Wanderley Ferreira de Rezende

trecho do Livro: Carmo da Cachoeira: Origem e Desenvolvimento.

Próxima matéria: Várias versões, mesmo fato, assim se faz a história.
Matéria Anterior: Carmo da Cachoeira e o governo do militar.

1. Em 1963, Joaquim Fernandes de Vilhena Reis é um dos signatários da Ata da sessão de instalação do município de São Bento Abade.

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