Mapa de Campo Grande e Campanha de 1760.


De acordo com Martins1 o que se convencionou chamar de Quilombo do Ambrózio ou do Campo Grande, foi na realidade, uma confederação de quilombos de portes distintos – não necessariamente formados apenas por negros fugitivos- e divididos de acordo com a região em dois grandes grupos:

1.
Na margem direita do Rio Grande estavam os quilombos do Ambrózio, São Gonçalo, Mamoí, Ajudá, Indaiá, Pernaíba e Marcela. (sete quilombos)

2.
Na margem esquerda do Rio Grande, ou seja, na região do Sapucaí, estavam localizados os quilombos do Gondú, um sem nome e despovoado, Quebra-Sê, Boa Vista, Paiol, Cascalho, Primeira Povoação do Ambrózio, o Fala, das Pedras, Goiabeiras, Oopeu, Boa Vista (na realidade, Nova Angola), Nova Angola (na realidade, Cala Boca), Pinhão, Caetê, Zondu e Careca. (dezessete quilombos)

Legenda do mapa:

1. Quilombo do Gondu 80 casas
2. Quilombo despovoado -
3. Quilombo Quebra Sê 80 casas despovoadas
4. Quilombo Boa Vista -
5. Paiol -
6. Quilombo do Cascalho 80 casas
7. Primeira povoação do Ambrósio Despovoada
8. Quilombo O Fala Despovoado
9. Quilombo das Pedras -
10. Quilombo das goiabeiras 90 casas
11. Quilombo do Oopeo 137 casas
12. Quilombo da Boa Vista 200 casas

13. Quilombo Nova Angola 90 casas
14. Quilombo do Pinhão 100 casas
15. Quilombo do Caetê 90 casas
16. Quilombo do Zondu 80 casas
17. Quilombo do Cala Boca 70 casas
18. Quilombo do Careca 220 casas
19. Quilombo do Ambrósio Despovoado
20. São Gonçalo Despovoado
21. Quilombo do Mamoi 150 casas
22. Quilombo do Ajudá Despovoado
23. Quilombo do Indaá 200 casas
24. Quilombo do Pernaíba 70 casas

Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: A tipologia criada para classificar os quilombos.
Texto Anterior: Quilombos em Minas Gerais durante o século XVIII.

1. Martins, Tarcísio José. Quilombo do Campo Grande: A História de Minas, roubada do povo. São Paulo: Gazeta Maçônica, 1995. 171 e ss
Mapa Fonte: Mapa de todo o Campo Grande, tanto da parte da conquista, que parte com a Campanha do Rio Verde e de São Paulo, como de Pihui, cabeceiras do Rio de São Francisco e Goiases. 1760.
Mapa - observação: Este mapa foi localizado por T. J. Martins na Universidade de São Paulo e gentilmente cedido à autora. Segundo este pesquisador, o mapa teria sido feito de maneira equivocada. Em relação as legendas, o mesmo está de cabeça para baixo. De acordo com o autor o mapa precisa “...ser virado ao contrário e inclinado de forma que a linha que parte da roda dos ventos fique paralela à linha do Equador...” Ainda segundo Martins, os nomes dos quilombos foram alterados e trocados. Para esta discussão ver Martins, T. J. Op. Cit. p. 175 e ss.

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Minha obra Quilombo do Campo Grande se compõe de três livros: 1) Quilombo do Campo Grande - História de Minas Roubada do Povo, editora Gazeta Maçônica, 1995, 318 páginas; 2) Quilombo do Campo Grande - História de Minas que se Devolve ao Povo, 2006, 1031 páginas, editora Santa Clara; 3) Quilombo do Campo Grande - Ladrões da História, 2011, 288 páginas, Editora Santa Clara. Esses livros são distribuídos exclusivamente pela Loja Virtual do site MGQUILOMBO.

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