O varíola em Carmo da Cachoeira e a crise laboral.


Nos seus primeiros tempos de vida como Distrito e Freguesia, a administração de Cachoeira do Carmo, ao que parece, estava sob a responsabilidade dos Concelhos Paroquiais e é paupérrima de fatos importantes. Deste modo, não temos notícia de nenhum acontecimento digno de menção entre 1857 e 1926, a não serem dois que se deram em 1873 e 1883. O primeiro foi a terrível epidemia das "bexigas" que grassou o Distrito no 2º semestre de 1873, matando mais de 200 pessoas, entre as quais o vigário da paróquia, Padre Baltazar Corrêa Simões de Barros, sepultado no cemitério paroquial a 3 de setembro de 1873.

A mortandade, principamente de escravos, causou grave crise na lavoura e luto em quase todas as famílias. O segundo, foi o desmembramento do Distrito, do Município de Lavras e sua passagem para o de Espírito Santo da Varginha, fato este ocorrido em 1883.


Prof Wanderley Ferreira de Rezende

trecho do Livro: Carmo da Cachoeira: Origem e Desenvolvimento.

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Os membros da Guarda Nacional 1862 à 1867.

Comentários

projeto partilha disse…
Errata. Tipo de erro: Conceitual

* A "Tal epidemia", não foi da doença "tifo";

* a crise foi na lavoura, segundo o professor Wandico. O livro de óbitos, ao registrar mortes, não especifica se são escravos. Caberia aprofundamento nesta "tal epidemia", que matou 30 pessoas em Varginha, com muito mais habitantes que Carmo da Cachoeira e segundo dados publicados por Saturnino da Veiga. Que não foi tocada pelo Município de Três Pontas, nem de Lavras.

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