O Povoado da Estação em Carmo da Cachoeira.


"... num trecho do Campo Grande, no território de Carmo da Cachoeira, o Ribeirão do Servo deságua na margem esquerda do Rio Grande. Suas nascentes ficam no rumo da Serra das Carrancas. Apresenta o afluente Couro do Servo que segundo o Dr. Tarcisio José Martins é o Ribeirão do Carmo. Segundo ele o local é conhecido hoje como Povoado da Estação. O ribeirão aí é chamado de Salto, a oeste do município recebe na sua margem esquerda o Ribeirão do Carmo e o Ribeirão São Marcos. O Povoado da Estação foi originário da Fazenda Retiro ou Couro do Cervo, de propriedade de Manoel Reis e Silva."

A forquilha dos ribeirotes fica, mais ou menos, à latitude 21° 42’ e longitude de 45° 20’ e que em 1860 foi motivo de avaliação com a presença do tenente Joaquim Antônio de Abreu. O local, na ocasião era a residência de Dona Ana Jacinta de Figueiredo, viuva. O tenente Joaquim Antonio de Abreu, foi um dos eleitos como juiz de paz do Distrito de Carmo da Boa Vista em 1844.

Em 1825 o inventário de Rita Maria de São José, cativa do capitão Antônio Carvalho de Azevedo e casada que foi com Vicente Gonçalves Pereira, é assinado ‘Capão dos Óleos’, Freguesia das Dores, 18 de novembro de 1818 (cx 122 MRSJDR) :

Aqui, na Fazenda Capão dos Óleos a Ermida de Dona Ana Jacinta de Figueiredo. Em 4/12/1861 casa-se Joaquim Cândido de Figueiredo e Dona Elizia de Figueiredo.

Evaristo Gomes de Paiva em 13/05/1891, vende a Augusto Ribeiro Naves, nesta freguesia de Carmo da Cachoeira terras "... a margem direita do Ribeirão Couro do Cervo, ambos moradores neste distrito.”

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Comentários

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"... córrego Mateus da Costa Manso ..." trecho contido na lei de Criação da Companhia de Ordenanças DUAS BARRAS, primeira Instituição Civil de Carmo da Cachoeira, de que, por ora, têm-se notícias."COSTA MANSO" - MARIA DA COSTA MANSO, presente, como avó, em documento de 1754 - Lavras do Funil.

"Aos doze dias do mês de maio do ano de mil setecentos e cinquenta e quatro na capela de Sant´Ana filial desta freguesia Pe. Francisco Gonçalves Lopes de minha licença pôs os santos óleos em Manoel, filho legítimo de AMARO PEREIRA DE ARAÚJO, natural da freguesia de Santa Maria de Galvão termo de Chaves, Arcebispado de Braga, e de sua mulher BRÍGIDA GONÇALVES PEREIRA, natural da Vila de São José, deste Bispado, neto paterno de FERNANDO PEREIRA ARAÚJO e de ANNA MARTINS, naturais e moradores na dita freguesia de Santa Maria de Galvão, e materno de MANOEL GONÇALVES FERREIRA, natural da cidade do Porto, e de MARIA DA COSTA MANSO, natural da dita Vila de São José, e nasceu o dito batizado aos vinte e nove do mês de agosto do ano de mil setecentos e concoenta e três, e foi batizado em caso de necessidade pelo mesmo padre Francisco Gonçalves Lopes, e por isso não teve padrinhos, de que fiz este assento que assinei. O vigário Manoel Martins".
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Vamos ouvir um pouco da história da PARÓQUIA DE SANT´ANA DAS LAVRAS DO FUNIL, através de Márcio Salviano Vilela, p. 204, de A Formação (...) das Lavras do Funil:
"O arraial das Lavras do Funil (28/11/1748 - quando da "entrada solene em Mariana do seu primeiro bispo - D. Manoel da Cruz, 'Bispo do Maranhão', que aí chegou fazendo o percurso de São Luiz à Mariana, parte por terra, e parte, pelo Rio São Francisco), sofria uma reação por parte de seus habitantes. DIVERSOS AGLOMERADOS DE FAZENDAS se faziam sentir, reclamando a ereção de um templo. (...).
Para o esplendor do culto e fomento da piedade, algumas famílias destacaram-se nas atividades religiosas, entre eles: Antônio da Mota Ferreira, Teodósio de Moraes e Luiz Gomes Salgado, além da família de Manoel Francisco Xavier Bueno, o quarto filho do Cap. Francisco Luiz Bueno da Fonseca.
Aos 18 de setembro de 1751, é datada declaração pela autoridade eclesiástica de Mariana, expedindo a provisão de ereção da capela invocada à Senhora Sant´Ana.
Para a manutenção do culto divino, Luiz Gomes Salgado se prontificou em ceder um trecho de mato abandonado de sua propriedade, vizinho da capela, para patrimônio da Santa em forma de bens para a ordenação eclesiástica. A seguinte doação é datada em 21 de abril de 1753 e, recebeu a seguinte sentença, oficialmente reconhecida:
"Vistos estes autos de Patrimônio e escritura a folhas três e sumário de testemunhas, mostra-se que o doador LUIZ GOMES SALGADO para patrimônio da capela novamente ereta no lugar chamado O FUNIL - da freguesia das Carrancas, com a invocação Sant´Ana, lhe constitui o dito patrimônio em umas casas digo em umas capoeiras nas vizinhanças da dita nova capela, que o doador teve por título de compra que dela fez ao reverendo ANTÔNIO MARTINS GALVÃO e delas se acha o doador de posse, como juram as testemunhas a folha nove, folha doze, como também que rendem em cada ano dez ou doze mil réis para a Fábrica da dita capela e deu guisamento necessário. Portanto, julgo por válido o dito patrimônio e as ditas capoeiras, obrigadas à dita fábrica da referida capela e o doador a satisfazer anualmente a dita quantia de onze mil réis e para constar desse-lhe sua sentença, para asa custas. Mariana, de abril vinte e um de mil setecentos e cincoenta e três anos. Amaro Gomes de Oliveira". MESQUITA, Joannes R. de. X Anuário Eclesiástico da Diocese de Campanha. Campanha da Princesa: Imprimatur, 1948.
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Ouvindo ARY SILVA, em sua obra genealógica, "Árvore Genealógica - Família DIAS DE OLIVEIRA - Bueno", p. 106:
"Francisca Cândida de Oliveira, nascida em 1838, casou-se a 5 de outubro de 1853, com José Teófilo de Moraes Salgado, nascido em 1822, filho do Capitão Teófilo Gomes de Moraes Salgado e Maria Ubaldina Cândida de Oliveira. Seus filhos:
Pn. - 189 - JESUINA CÂNDIDA DE OLIVEIRA, batizada em 12-IX-1854, casada com seu primo JOSÉ GOMES DE MORAES SALGADO, filho de JOÃO GOMES DE MORAES SALGADO e ANA TERESA DE JESUS, filha de JOSÉ ANTONIO PEREIRA e MARIA CUSTÓDIA DE JESUS.
Pn. - 190 - FRANCISCO JOSÉ DE MORAES, nascido 7-VIII-1857 e a 8-XI-1882, casado com sua prima Maria Eugênia da Costa, nascida 12-III-1865, filha de Carlos Eugênio Botrel e Ana Clara do Nascimento.
Pn. - 191 - Maria Umbelina de Oliveira, nascida 2-III-1861 e foi casada com Francisco Gonçalves de Rezende, sem geração.
Pn. - 192 - Álvaro Augusto de Oliveira, nascido em 27-VII-1866 e foi casado com Isabel Moreira Cardoso, sem geração.
Pn. - 193 - José Teófilo de Oliveira, nascido em 14-VII-1869.
Pn. - 194 - Ernestina Augusta de Oliveira, nascida em 26-III-1873 e a ll de agosto de 1891, casada com João Moreira Cardoso, filho de Manuel Cardoso de Andrade e Claudina Maria de Jesus.
Pn. - 195 - Bemvinda Augusta de Oliveira, nascida em 25-VII-1875, casada com Saturnino Buchool, seu primo, filho de Lídia Cândida de Oliveira, filha de dona JESUÍNA CÂNDIDA DE OLIVEIRA e do seu segundo casamento com JOSÉ DIAS FERRAZ DA LUZ.
Pn. - 196 - Gabriela Augusta de Oliveira, nascida em 28-I-1864 e a 4 de julho de 1894, casou-se com José Amâncio de Azevedo.
Pn. - 197 - Elvira Antonia de Oliveira, que a 4-VII-1894, casou-se com Davi Botelho de Siqueira.
Pn. - 198 - (obs. p. 110 da referida obra) Celina Dias de Oliveira, nascida a 1-IV-1866 em Perdões, liv.l, pg.146 e foi casada com (irmão de Ana Gabriela de Souza), ANTONIO MODESTO DE SOUSA, fal. 14- X-1940, filho de Francisco Modesto de Sousa e Maria Cândida de Jesus; neto materno de Francisco Antonio de Pádua e Ana Teresa da Silva; bn.m. de Carlos José de Oliveira, que a 15-XI-1819, casou-se com Antonia Maria de Oliveira, bat. 26-VII-1797, filha de Antonio de Pádua e Silva Leite, que a 13-VII-1796, casou-se com Ana Maria de Oliveira, nascida em 1776, filha do Capitão José Maria de Moura, natural de Sorocaba, que a 28-X-1767, casou-se com Genoveva Maria de Oliveira, filha de Francisco Mendes Carneiro e Josefa Maria de Oliveira; por Carlos José de Oliveira, terneta de José Manuel de Oliveira (José Manoel de Oliveira) e Brígida Ângela de Toledo (Brígida Antonia da Silva) (Silva Leme, vol. 1., p. 48).
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Marta Amato, Revista ASBRAP, p.237 do Vol. de n.6, refere-se aos sogros JOÃO GOMES SALGADO, casado que foi com Francisca de MORAES, filha da paulista, Maria de Moraes Raposo, casada com Luiz Marques das Neves. MARTA AMATO diz " ... 1720 ... loja de mercadorias, indo para Minas Gerais".

Dona Francisca de Moraes e João Gomes Salgado foram pais de LUIZ GOMES SALGADO, citado por Márcio Salviano Vilela em sua obra A Formação (...) Lavras do Funil, p. 205.
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Tentando sentir o território onde, MANOEL ANTONIO RATES em 1770 aparecia em documentos oficiais, na fala de Márcio Salviano Vilela, p. 206 da obra, A Formação (...) Lavras do Funil:
"Em 1760, contava o arraial dos Campos de Sant´Ana das Lavras do Funil com mais de mil habitantes e, muitas destas pessoas mobilizadas, dirigiram um memorial ao Bispo de Mariana, onde especificavam todas as vantagens da transferência da matriz de Carrancas para a nova capela das Lavras do Funil, onde o Pe. Manoel Martins, interessado pela medida oportuna, apresentava em 28 de agosto, após a visita do Dr. Visitador Geral José dos Santos, os principais motivos entre os quais destacavam-se, ser a capela de Carrancas particular e o seu protetor não permitir os aplicados fizessem casas em suas proximidades, além do desconforto do grande concurso de gente nas maiores festas (Natal, Páscoa e Missões), que não tinha alojamentos que os abrigassem, tendo que pousar muitas vezes no mato, assim como não possuir a capela, adro nem comodidade para poder andar procissóes ao redor (ARAUJO, Conego Hugo Bressane de. Notícias Históricas. Campanha, Typ. Colombo, 1925).
Os aplicados da nova capela de Sant´Ana das Lavras do Funil, congregados na maior parte dos moradores da freguesia, solicitaram a sua elevação à matriz que foi feita por D. Frei Manoel da Cruz, aos 21 de novembro de 1760, transferindo a sede da freguesia para os Campos de Sant´Ana das Lavras do Funil. Com a mudança de local, foi o vigário autorizado a residir definitivamente na nova sede, levando consigo o arquivo e algumas alfaias. A freguesia então, passou a denominar-se N. Sra. da Conceição das Carrancas e Sant´Ana das Lavras do Funil aparecendo com nome duplo por vários anos, até a emancipação ocorrida em 19 de junho de 1813 quando então, foram desmembrados da freguesia, os arraiais de N. Sr. da Conceição das Carrancas e DORES DO PÂNTANO. Dom Manuel da Cruz faleceu em 1764.

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