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O patrimônio inicial da capela de N. Sra. do Carmo.


Vamos ouvir o que o mestre, prof. Wanderley Ferreira de Resende, sobre a doação do terreno que viria a constituir o patrimônio da futura paróquia em Carmo da Cachoeira:

"Segundo os velhos cachoeirenses o terreno hoje ocupado pela cidade, fora doado, uma parete, da Rua Antonio Justiniano dos Reis para leste, pelos Rattes (Rates) e outra parte pelo Tenente Coronel da Guarda Nacional, José Fernandes Avelino, fazendeiro, que fez construir e nela residiu, o velho casarão situado na esquina da Praça do Carmo, onde está hoje a casa pertencente ao Sr. Júlio Garcia e antes pertencera à sua mãe, dona Felícia Ambrosina Garcia".

trecho do Livro: Carmo da Cachoeira: Origem e Desenvolvimento.

Próxima matéria: As fazendas do Distrito de Boa Vista.
Matéria Anterior: Algumas palavras sobre o livro do prof. Wanderley.

Comentários

projeto partilha disse…
Quem não viu, volte-se para os comentários da página de ontem. JOSÉ FERNANDES AVELINO atuou em 3 legislaturas na CÂMARA MUNICPAL DE LAVRAS.
projeto partilha disse…
O Projeto Partilha não poupou esforços a fim de encontrar o documento em que consta a PROVISÃO, para funcionamento da sua ANTIGA IGREJA BARROCA, tão decantada pelo ilustre cachoeirense, Pe. Godinho. A cidade de Três Pontas buscou por muito tempo, tanto quanto o Projeto Partilha, o documento, que deu origem a PÚBLICA FORMA e que corresponde ao território doado e que corresponderia ao patrimônio da Capela de Nossa Senhora da Ajuda e Arraial do mesmo nome. Eis como nosso colaborador, o historiador Paulo Costa Campos coloca o assunto, em seu Dicionário Histórico e Geográfico de Três Pontas, p. 112:

"PÚBLICA FORMA - Definição de pública forma é dada como: "cópia integral, exata e certificada, de um documento, feita por tabelião, e que pode substituir esse documento na maioria dos casos" (Dic. Aurélio). Alguns historiadores se baseiam em uma pública forma, datada de 20 de julho de 1895, para atribuir a doação do patrimônio da Capela e do Arraial de Nossa Senhora da Ajuda das Três Pontas a Bento Ferreira de Brito. O documento original não é conhecido e nem a sua transcrição foi encontrada nos livros cartoriais locais, pelo menos até agora (2004). Existe uma cópia arquivada na cúria Diocesana de Campanha, que se diz ser o documento original (MG). Há uma inscrição no Cartório de Registro de Imóveis, em 12 de junho de 1912, ou seja, após 17 anos da lavratura do dito documento e 118 anos depois dos fatos alegados, dificultado sobremaneira a elucidação da veracidade da questão. O documento, que teria dado origem à pública forma, seria de 9 de outubro de 1794 e nele haveria referências às medições e demarcações das sesmarias da Capela e Arraial de Nossa Senhora da Ajuda das Três Pontas e de Bento Ferreira de Brito. Entretanto, no Arquivo Público Mineiro só foram encontradas as cartas de sesmarias, datadas 12 de junho de 1793 e de 24 de setembro de 1793. A primeira requerida por Leonardo Correia Lourenço, Luiz Lourenço Mariz, José Joaquim dos Santos, Manoel de Siqueira, João de Siqueira, João de Faria Neves e outros moradores da Aplicação da Capela de Nossa Senhora da Ajuda e a segunda por Bento Ferreira de Brito. Os registros de confirmação da posse das sesmarias não foram encontrados".

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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