O batismo e o cemitério de Carmo da Cachoeira.


Consta que o primeiro cemitério que existiu aqui era apenas um cercado feito de bambus. Mais tarde fizeram um muro de taipa, substituído depois pelo de pedras. O local, o mesmo onde se encontrava o cemitério paroquial que foi ampliado entre 1922 e 1924 pelo então vigário da paróquia Padre Teófilo Saez, atual vigário de Campos Gerais.

O Sr. José Mariano de Oliveira, falecido a 28 de novembro de 1961, aos 121 anos de idade, contava que ele foi batizado com 12 anos, no dia em que por aqui apareceu um padre que benzeu o cemitério; dizia também que ele foi candeeiro de carro de bois que puxava pedras para a construção do mesmo. Disto se conclui que o cemitério deve ter sido construído entre 1848 e 1852 e também, que capela e cemitério foram construídos dentro da mesma década, que por sua vez marca o início do povoamento de Carmo da Cachoeira.

Como se vê, estas datas são aproximadas tanto quanto possível, porque as datas exatas talvez nunca as saberemos.

Quem doou o terreno que viria a constituir o patrimônio da futura paróquia?

Segundo os velhos cachoeirenses o terreno hoje ocupado pela cidade fora doado, uma parte, da Rua Antônio Justiniano dos Reis para leste, pelos Rattes e a outra parte pelo Tenente Coronel da Guarda Nacional, José Fernandes Avelino, fazendeiro, que fez construir e nele residiu, o velho casarão, situado na esquina da Praça do Carmo, onde está hoje a casa do Sr. Júlio Garcia e antes pertencera a sua mãe, D. Felicia Ambrosina Garcia.

Prof Wanderley Ferreira de Rezende

trecho do Livro: Carmo da Cachoeira: Origem e Desenvolvimento.

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