José Joaquim de Souza, o Cônego Zequinha.


Cônego Zequinha, sacerdote, sempre agia com o seu coração admirável e sua alma de escolar. Em suas atividades ministeriais e pastorais edificava a todos seus paroquianos de Rosário de Dom Viçoso, de Alagoas de Aiuruoca, de Carvalhos e Serranos, de Careaçu, e, nos últimos quinze anos, de Carmo da Cachoeira.

Ele não foi somente o Ministro dos Sacramentos e o Pregador da Palavra divina, mas o Diretor Espiritual competente, Confessor preferido dos leigos, sacerdotes e bispos. Muitos Cardeais, Bispos e Sacerdotes de outras Dioceses procuravam Cônego Zequinha, como um outro Cura dArs, para receber sua absolvição e o conselho certo e seguro do Padre modesto, humilde, piedoso e edificante.

Cônego Zequinha sempre foi muito amigo dos pobres e enfermos. Tudo fazia por eles, na medida do possível. Na entrada do Hospital de Carmo da Cachoeira está a placa, em que o povo agradece penhorado, a cooperação valiosa do pároco dedicado, na construção daquele nosocômio.

Soube que o asilo dos velhinhos de Carmo da Cachoeira, em fase de acabamento, muito merecidamente receberá o nome de seu grande benfeitor, Cônego Zequinha. Em todas as Paróquias em que se exerceu o seu ministério Cônego Zequinha não fazia acepção de pessoas. Trabalhava pelos pobres e pelos ricos. E destes conseguia muita coisa em favor dos pobres.

A confortável Casa Paroquial de Carmo da Cachoeira foi construída com a herança deixada por uma família rica, amiga e admiradora de Cônego Zequinha.

No seu apostolado, Cônego Zequinha não descuidava da formação das crianças e da juventude. E tinha um cuidado especial em auxiliar o Seminário Diocesano, em favor dos sacerdotes pobres.

A Eucaristia foi o centro da vida interior de Cônego Zequinha. Conservava em seu coração a presença divina, no grande amor que tributava à Santíssima Trindade, à Virgem Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe, a São José e ao Santo Padre, o Papa cujas diretrizes sempre procurou seguir, no seu ministério.

Cônego Zequinha exerceu o apostolado do sorriso e da simplicidade em um mundo tão cheio de desamor, de ódio e de violência.

Seu corpo repousa na Igreja Matriz de Carmo de Cachoeira, onde recebe as orações, repletas de agradecimento de seus queridos Paroquianos e de todos que tiveram a felicidade de conhecê-lo e a honra de amá-lo, em Cristo Jesus Senhor nosso. Em seu sepultamento, precedido por missa concelebrada por várias dezenas de sacerdotes, e presidida pelo seu grande amigo e admirador, Mons. José do Patrocínio Lefort, Chanceler do Bispado e representante do Exmo. Sr. Bispo Diocesano, tive a honra de proferir a homilia, da qual faço esta síntese.

Zequinha partiu para junto do Pai, na eternidade, no dia 16 de dezembro de 1980, em Belo Horizonte e sobre sua vida terrena aplicam-se as palavras finais da Oração atribuída a São Francisco de Assis:

... É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a Vida Eterna.”

Próximo artigo: As bodas de prata do Cônego Manoel F. Maciel.
Artigo anterior: José Joaquim de Souza e seus colegas seminaristas.

Este texto está em nosso arquivo digital mas não possui o nome do autor do texto.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.