Pular para o conteúdo principal

Cena cotidiana da antiga Carmo da Cachoeira.


Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: O cavaleiro em Carmo em Carmo da Cachoeira.
Imagem anterior: Cena da década de 50 em Carmo da Cachoeira.

Comentários

projeto partilha disse…
Um aconchegante espaço no Hotel Brazil, nos idos tempos em Carmo da Cachoeira, no Sul de Minas Gerais.
projeto partilha disse…
Continuação. Casamentos registrados na Freguesia do Carmo da Cachoeira. Ano 1872.
Gabriel Rodrigues da Silva e Ana Angélica do Espírito Santo , na Igreja Matriz. Testemunhas: João Urbano Figueiredo e Urbano dos Reis Silva;
Lourenço Gonçalves Braga, filho de José Joaquim Soares. Noiva, Maria dos Passos de Jesus, filha de João Gomes Nascimento, na Igreja Matriz. Testemunhas: João José do Nascimento e José Celestino Terra;
Serafim e Luzia, na Ermida de Domingos Marcelino dos Reis Silva. Testemunhas: Agostinho Marques Arantes e Higino J. Alves;
Paulino e Rufina, na Ermida de Domingos Marcelino dos Reis Silva. Testemunhas: Agostinho Marques Arantes e Higino J. Alves;
João e Teodora, na Ermida de Domingos Marcelino dos Reis e Silva. Testemunhas: Agostinho Marques Arantes e Higino J. Alves;
Luiz e Alexandrina, no Ermida de Domingos Marcelino Reis e Silva. Testemunhas: Agostinho Marques Arantes e Higino J. Alves;
Manoel e Rita, na Ermida de Domingos Marcelino Reis e Silva. Testemunhas: Agostinho Marques Arantes e Higino J. Alves;
Serino da Silva Ramos, filho de Bárbara. Noiva, Ana Generosa do Nascimento, filha de Pedro Xavier, na Igreja Matriz. Testemunhas: João Urbano de Figueiredo e Manoel da Silva Ramos;
Querino e Barbara, na Ermida da Fazenda dos Terras. Testemunhas: Gabriel F. da Costa Júnior e Cândido José Garcia;
Januário e Júlia, na Ermida da Fazenda dos Terras. Testemunhas: Tomaz A. da Costa e Francisco Daniel da Costa;
Gabriel de Maria, na Ermida de Domingos Marcelino dos Reis e Silva. Testemunhas: Galdino José Pereira e Aureliano José Mendes;
Lúcio e Rosária, na Ermida de Domingos Marcelino dos Reis e Silva. Testemunhas: Galdino José Pereira e Aureliano José Mendes;
Tomé e Bibiana, na Ermida de Domingos Marcelino Reis e Silva. Testemunhas Galdino José Pereira e Aureliano José Mendes;
Anselmo e Margarida, na Ermida de Domingos Marcelino dos Reis e Silva. Testemunhas: Galdino José Pereira e Aureliano José Mendes;
Domingos André de Souza, filho de Domiciano André da Silveira. Noiva Ana Olinda do Nascimento, filha de Francisco José das Chagas;
Francisco Antonio das Chagas, filho de Francisco Antonio das Chagas. Noiva Ana Generoza do Nascimento, filho de Bento Vieira de Morais. Testemunhas: Urbano dos Reis Silva e Manoel Gonçalves;
Francisco Joaquim Pereira e Emerenciana Cândida de Jesus, na casa de João da Matta Ribeiro. Testemunhas: Jerônimo Ferreira Pinto Vieira e Custódio José Pereira;
José Alves da Costa, filho de Maria da Paixão, nascido em Lavras. Noiva, Cândida Agostinho de Jesus, filha de Manoel Francisco Xavier, nascida em Carmo da Cachoeira. Casamento na Igreja Matriz. Testemunhas: José Fernandes Avelino e José V. de Andrade.

Os dados seguem a ordem apresentada nos registros. Mantém também todos os dado conforme foi apresentado.
(continua)
movimento comunitário disse…
Paróquia Nossa Senhora do Carmo.
Carmo da Cachoeira - Minas Gerais.
Diocese da Campanha.

"Novos tempos necessitam de novos homens, novos homens controem novos tempos".


Uma Comunidade liderada por pessoa éticas e comprometidas com as causas sociais faz parte de seus sonhos?

COMISSÃO MOVIMENTO FÉ E CIDADANIA.
Carmo da Cachoeira-Minas Gerais

É por isso, e muito mais, que eu te amo, minha Carmo da Cachoeira
projeto partilha disse…
Os 12 últimos registros de casamentos. Freguesia do Carmo da Cachoeira. Ano - 1872.
João José Pereira, filho de Rita Antonia de Jesus. Noiva, Placedina Maria de Jesus, filha de Francisca Maria de Jesus, na Igreja Matriz. Testemunhas: Jerônimo Ferreira Pinto Vieira e José Dias Ferreira;
Joaquim e Domingos, no Oratório de Antonio Severiano de Gouveia. Testemunhas:Francisco Dias da Costa e Antonio J. Martins;
Miguel e Jesuína, no Oratório de A. Severiano de Gouveia . Testemunhas: Francisco Daniel da Costa e Antonio Joaquim Martins;
Mateus e Pascoa, no Oratório de Antonio Severiano de Gouveia. Testemunhas: Francisco Daniel da Costa e Antonio J. Martins;
Davi e Josefina, no Oratório de Antonio Severiano de Gouveia. Testemunhas: Francisco Daniel da Costa e Antonio J. Martins;
Gabriel e Luzia, no Oratório de Antonio Severiano de Gouveia. Testemunhas: Francisco Daniel da Costa e Antonio J. Martins;
Sebastião e Rosa, no Oratório do ten. Gabriel F. da Costa. Testemunhas: Francisco A. Ferreira e João F. Ferreira;
Rufino e Francisca, no Oratório de Gabriel Flávio da Costa. Testemunhas: Francisco Alves da Costa e João F. Martins;
Capela de São Bento, José Pereira, filho de Pedro Pereira de Souza, nascido em Caldas. Noiva, Laureana Rosa de Lima, filha de JOSÉ INÁCIO DE SANT´ANA (SANTA ANA). Testemunhas: Domiciano F. de Oliveira e Gabriel Flávio da Costa Júnior;
Antonio Romualdo de Miranda e Ana Marcelina de Jesus, filha de Higino Joaquim Alves, na Igreja Matriz. Testemunhas: ten. cor. José Fernandes Avelino e José Celestino Terra;
Luiz e Maurícia, na Ermida da Faz. Taquaral. Testemunhas: João Vilela Fialho e João de Rezende Branquinho;
Capela de São Bento, José Amador, nascido em Três Corações e Emerenciana Maria de Jesus, nascida em Lavras. Testemunhas: Domiciano F. de Oliveira e Augusto J. Oliveira.
projeto partilha disse…
Livro N.1 de casamentos. Freguesia do Carmo da Cachoeira - Minas Gerais. Período: 1859 a 1 de dezembro de 1888. Relação nominal dos padres que assinaram os atos do referido livro. Critério: ordem sequencial, conforme são assinados os atos:
Mons. José do Patrocínio Lefort, faz a abertura do referido livro. Seguem os seguintes religiosos:
Pe. Joaquim Antonio de Rezende; Pe. Agostinho José de Souza; Manoel Furtado de Souza; Con. Urbano dos Reis S. Rezende;
E. Antonio Luiz Maria de Freitas; Pe. Zeferino Cândido P. de Avelar; Pe. João Ribeiro Maia; Pe. José Ezaú dos Santos; Pe. João Evangelista de Menezes; Pe. Pascoal Cozy de Barilicata, que aparece também como Pe. Pascoal Lopes de Barilicata; Pe. Vicente de Melo Cesar (Mello Cesar); Pe. Baltazar Corrêa Simões de Barros; Pe. Nicolau Maria Scandori; Pe. Miguel Maia Sipolis; Pe. João Gualberto Chanovet; Pe. Augusto Leão Guartin; Pe. Antonio Joaquim da Fonseca ( em alguns registros aparece como Antonio João da Fonseca); Pe. Francisco de Sena Xavier; Pe. José Gomes de Souza Conceição; Pe. Luiz Beltrão Augusto de Oliveira; Pe. Roque Rotundo; Pe. Antonio Joaquim Cardoso e Pe. Vicente de Paula Lourenço.
projeto partilha disse…
No ano de 1873, foram 19 registros de casamento na Freguesia do Carmo da Cachoeira - Minas Geris.

(continua)
projeto partilha disse…
Os casamentos do ano de 1873:
Cândido Antônio dos Reis e Mariana Matildes da Conceição, filha de José Francisco Gomes, na Igreja Matriz. Testemunhas: João Urbano de Figueiredo e Joaquim P. da Silva;
José Marçal da Cruz, filho de Joaquim Antonio Oliveira e Maria Inácia de Jesus, na Igreja Matriz. Testemunhas: Antonio Lopes Guimarães e Francisco B. Fonseca;
Firmino e Rita, na Ermida da Fazenda Couro do Cervo. Testemunhas: Manoel Antonio Reis, José dos Reis Silva e Luiz Ferreira;
Martiniano e Joaquina, na Fazenda Couro do Cervo. Testemunhas: José dos Reis e Silva e Luiz Ferreira;
João Bernardo da Costa e Maria Guilhermina do Nascimento, na Igreja Matriz. Ele, filho de Bernardo José da Costa e ela de Manoel Ferreira da Silva. Testemunhas: José Fernandes Avelino e Francisco Procópio de Oliveira;
Nicolau e Maria, na Igreja Matriz. Testemunhas: Aureliano de S. Lima e Ambrósio Rafael;
José e Teodora, na Capela de Luminárias. Testemunhas: Aureliano de S. Lima e Ambrozio Rafael;
Gregório e Luciana, no Oratório da Fazenda do Morro Grande. Testemunhas: José Antonio dos Reis e João Rodrigues Lima;
Florêncio e Maria, no Oratório da Fazenda Morro Grande. Testemunhas: José Antonio dos Reis e Silva e João Rodrigues Lima;
Gabriel e Cândida, no Oratório da Fazenda do Morro Grande. Testemunhas: José Antonio dos Reis e Silva e João Rodrigues Lima;
José e Vitória, no Oratório da Fazenda do Morro Grande. Testemunhas: José Antonio dos Reis e Silva e João Rodrigues Lima;
José Antonio dos Reis, filho de Antonio dos Reis Silva e Ana Delsina de Gouveia, filha de Antonio Severiano de Gouveia, na Ermida do Caxambu;
Manoel Francisco Gomes e Edwiges Flausina do Carmo. Ele filho de Francisco Gomes de Barros e ela de Firmino Antonio Viana, na Igreja Matriz. Testemunhas: José Celestino Terra e José V. de Andrade;
Manoel e Maria Luiza, na Igreja Matriz. Testemunhas: Marciano F. Pereira e Antonio M. dos Reis;
Valentim e Emerenciana, na Igreja Matriz. Testemunhas: José Estevam dos Reis Silva e João B. Pereira;
Leandro e Carlota, na Igreja Matriz. Testemunhas: José Estevam dos Reis Silva e José Celestino Terra;
João Francisco do Nascimento, filho de Francisco José da Matta. Noiva Maria Catarina de Jesus, filha de Catarina. Testemunhas: João Antonio dos Reis e Manoel Antonio dos Reis.
Francisco Gregório do Nascimento, filho de José Antonio Xavier e Messias Rosa de Lima, filha de Messias Rosa de Jesus. Testemunhas: Domingos T. de Rezende e José Marcelino Teixeira.
projeto partilha disse…
O ano de 1874 registra, entre os 23 casamentos realizados, o de:

LUCIANO PEREIRA PENHA, filho de Joaquim José Pereira. Casando-se com dona Mariana Leopoldina Teixeira, filha de Manoel Antonio Teixeira, na Ermida do sr. Manoel Antonio Ferreira. Testemunhas: Pio Gonçalves Avelar e Domingos Antonio Ferreira.

(continua)

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiros ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” Todos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cumprir …

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.


Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977.
Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Aparições de Nossa Senhora em Carmo da Cachoeira.

A PADROEIRA
Senhora do Carmo
Informativo da Paróquia Nossa Senhora do CarmoEdição ExtraordináriaFEVEREIRO de2012
Carmo da Cachoeira/MG - Diocese da Campanha

NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS PAROQUIANOS Pe. André da Cruz


Ultimamente, o fenômeno de supostas “aparições” de Nossa Senhora têm se multiplicado no, Brasil e em outros países, deixando muita gente confusa, tanto na vivência da Fé cristã, como no discernimento da veracidade dos fatos.
Como pastor dos católicos cachoeirenses ou demais participantes da Paróquia Nossa Senhora do Carmo não posso me furtar a trazer algumas reflexões e esclarecimentos de forma refletida, prudente e baseada nos subsídios doutrinais da Igreja Católica e à luz do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dessa forma, transmito aos prezados paroquianos algumas orientações feitas pela Conferência Nacional dos Bispos no Brasil, que em seu documento “Aparições e Revelações Particulares”, afirma:
Nos últimos anos, o número de “aparições” e “revelações” particulares, princi…

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Paulo Naves dos ReisPróxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas.
Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Palanques e trincheiras na defesa dos quilombos.

Observando os mapas do Quilombo de São Gonçalo, o da Samambaia e o do Ambrózio, todos com uma duração temporal grande permitindo, em última instância, uma certa estabilidade populacional e social capaz de gerar uma sociedade mais complexa, propiciadora de elementos materiais mais duráveis, percebe-se que eles possuíam muitas semelhanças e dentre elas, a delimitação de seus territórios por fossos, estrepes e trincheiras. Neste território se dava a vida social do grupo, ou seja, as relações econômicas, sociais e provavelmente políticas. As casas dos quilombos estavam divididas entre moradias e casas para atividades específicas, como por exemplo, ferraria, casa do curtume e a casa dos pilões. No Quilombo do Campo Grande, em 1746, foi localizado mais de 600 negros vivendo com “... fortaleza, cautelas e petrechos tais que se entende pretendem se defender-se...”1Uma outra referência sobre o mesmo quilombo, afirma que os quilombolas se defenderam por mais de 24 horas, protegidos por um palan…

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

Pedro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas, especialmente de Três Pontas. Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui, descendentes de Joaquina do Pompéu.Pedro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas¹. Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça.Filhos do casal:- Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza;
- Cônego Francisco da Silva Campos, ordenado em São Paulo , a 18.12.1778, foi um catequizador dos índios da Zona da Mata;
- Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09.1759;
- João Romeiro Furtado de Mendonça;
- Joaquim da Silva Campos, Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos AnjosFilhos, segundo informações de familiares:-Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos, primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira, este nascido em Lagoa Dourada³;
- Joaquim da …

Deus Pai, o Divino Espírito e a Sagrada Família.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Evando Pazini - Arte: TS BovarisPróxima imagem: Manoel Antônio Teixeira da Fazenda Campestre.
Imagem anterior: Antigo telefone da fazenda da Serra.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.
Esta foto foi nos enviada por Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio).
Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Barleus e a imagem do Quilombo dos Palmares.

..., só se conhece uma imagem feita sobre Palmares durante sua existência. Trata-se da feita por Barleus1 em 1647 e reproduzida em Reis2. Infelizmente, esta imagem não possui riquezas de detalhes ou de informações. Aparentemente, trata-se de um posto de observação à beira de um rio que serve de local de pescaria coletiva.
Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
Figura: Imagem de Palmares - Barleus
1 Barleus, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
2 REIS, João José e GOMES, Flavio dos S. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1996. p. 33

A importância e o trabalho dos ferreiros.

Pode-se perceber nos mapasfeitos sobre os quilombos que o espaço interno da estrutura era usado de maneira a indicar uma provável especialização das diferentes construções. Esta espacialidade poderia indicar uma certa hierarquia social dentro da comunidade. O fato de que a casa de ferreiro (São Gonçalo), a Casa do Conselho e do Tear (Perdição), a Casa de audiência (Samambaia) e a Casa do Rei (Braço da Perdição), estarem sempre em local destacado é sugestivo. O que isto pode indicar? É possível a partir destes dados, pressupor que houvesse no interior das comunidades quilombolas uma hierarquização política e social, já que elementos que desempenhavam um papel de destaque para a manutenção dos grupos claramente tinham seu espaço físico igualmente destacado.
O caso das Casas de ferreiro que aparecem no quilombo da Samambaia e no de São Gonçalo é curioso porque pode nos remete à uma prática antiga na África, ou seja, o uso do metal. É provável que os quilombolas utilizaram-se desse conhec…