A antiga igreja de Carmo da Cachoeira.


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Próxima imagem: O brasão do município de Carmo da Cachoeira.
Imagem anterior: A família do Cônego Manuel Francisco Maciel.

Comentários

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Sylvestre Fonseca e João Liberal na obra Álbum de Varginha - 1818 diz, p.11: "Coronel Domingos Ribeiro de Rezende, acatado e popularíssimo chefe político do Distrito do Carmo da Cachoeira, membro do Directorio político local e um dos mais importantes agricultores do Município", ao expor a galeria dos membros do Directorio Politíco. Ao lado do Cel. Domingos estão:
Coronel Antonio Justiniano de Rezende Xavier, "prestigioso chefe potítico, presidente do Directorio e um dos homens que tem consagrado a sua actividade em prol do nosso engrandecimento. Coração generoso, espírito democrata, de uma bondade excessiva, o Cel. é o homem mais popular e superiormente considerado em nosso meio. Foi agente crescentivo municipal durante o trienio de 1905 e 1908 e durante o seu governo, a custa de uma energia segura e inflexível, conseguio collocar as finanças municipaes em situação lisongeira e effectuar o mais importante melhoramento, imprescindível à ascenção do nosso progredimento":

Coronel Antonio Justiniano de Paiva, "prestigioso chefe político e membro do Directorio político local, é um dos vultos de mais destaque em nosso meio social, já pella democracia e franqueza que lhe tornaram digno do respeito de todos, já pelas suas qualidades de espírito progressista e empreendedor";


Cel. Júlio Alves Teixeira, "abastado agricultor no município e respeitável e competente membro do Directorio político local. Eleito em 1 de novembro último, vereador especial pelo districto da cidade, - é um dos mais laboriosos membros do nosso governo actual";

Cel. Joaquim Pinto de Oliveira, "distincto membro do Diretório político local e um dos mais importantes e reputados fazendeiros do nosso município".

Ouvindo FONSECA & LIBERAL, p. 10. 1918: "Datada de 12 de novembro de 1806, a escriptura de doação annexada à petição, traçando os limites do perímetro doado, adquirido do Cel. Francisco Alves da Silva, de cincoenta annos de idade, e da sua mulher D. Thereza Clara Rosa da Silva, com dezoito annos, narra a venda: "de hoje para todo e sempre, ao Alferes Manoel Francisco de Oliveira, como procurador dos Povos Applicados, pelo preço e quantia de quatro centos mil réis, em que foram avaliados por dous avaliadores. O Alferes Francisco Alves Ferreira e o Alferes Joaquim Alves Ferreira, nomeados um pelo vendedor e outro pelo procurador dos Póvos, confessando-se os vendedores "pagos e satisfeitos" e obrigando-se a fazer venda bôa, mansa e de paz, firme e valiosa, por si e pelos sucessores.
Como não soubesse escrever a vendedora, assignou por ella, a escriptura, Joaquim Ignácio da Silva, sob o instrumento de venda, a rogo, por João D´Avila Freire.
Despachada esta petição em 3 de dezembro de 1806, na cidade de Marianna, pelo Doutor Quintilianno Alves Teixeira Jardim, provisor, Vigário Geral e Juiz das Habitações e Dispensas, cioso dos seus deveres procuratoriaes para com os Applicados das Catandubass, - ao Alferes Commandante dirigiu-se ao Juiz de Vintena - Queiroz, solicitando-lhe, em petição, que lhe fosse dada a posse judicial das referidas terras, por qualquer de Justiça, ou da vintena, obtendo immediato deferimento. Em 12 do mesmo mez cumpria o escrivão do Juiz de Vintena - Antonio João Fernandes, na paragem denominada CÓRREGO DOS PINHEIROS, o despacho do Juiz, dando posse judicial das terras que contavam algumas casas, cobertas de telhas", ao procurador dos "Applicados", segundo o costume da época, isto é - cavando terra e lançando ao ar por tres vezes, cortando ramos, abrindo portas e fechando-as, tirando terra das casas e lançando ao ar por três vezes, e gritando: - há aqui alguém que se oponha a esta posse e entrega ao comprador?
Na carência de protesto algum por parte de qualquer interessado, foi lavrado o termo de posse, "mansa e pacífica", das terras adquiridas, devidamente assistido pelos irmãos avaliadores, Alferes Alves Ferreira.
enquanto o escrivão da Vintena empossava o procurador Manoel Francisco de Oliveira, expedia o Provisor, Vigário Geral e Juiz das Habilitações e Dispensas, em 4 de dezembro, ordem para que se publicasse, em dia festivo. "na estação da missa conventual", o respectivo edital da doação patrimonial, o qual deveria ser affixado, durante 8 dias à porta da Capella ou da Egreja visinha, castigando "com pena de excommunhão maior a todas as pessoas que souberem de algum conluio, simulação ou pacto, por não seja verdadeiro e fique seguro o dito patrimônio".
Um anno depois, em 18 de janeiro de 1807, o então vigário de Lavras do Funil, padre José da Costa participava ao Vigário Geral o cumprimento do mandato, ficando, por esta fórma, creado o Curato do Espírito Santo, embryão da futurosa e rica cidade, que deveria, mais tarde, chamar-se Varginha".
Este nome, que representa verdadeira antithese à situação topográphica da cidade a cavalleiro de suave e elevada collina, parece devido à aproximação de um valle anguloso, formado pela ribeira de Sant´Ana, impropriamente denominado Vargem".
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Errata. O ano de publicação do referido Álbum, no comentário anterior foi : "Varginha, outubro de 1918", e não como constou, por erro de digitação. Nossas desculpas.
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Segundo Sylvestre & Liberal:
Dr. Antonio Pinto de Oliveira - Juiz de Direito da Comarca;
Dr. Walfrido Silvério dos Mares Guia - promotor público da Comarca;
Dr. Joaquim Affonso Ferreira - Delegado;
Dr. Frota Wasconcellos - Juiz Municipal;
Antonio Gomes Sobrinho - Digno e acatado fiscal da municipalidade;
Ten. Antonio Villela Nunes - Tabelião do Primeiro Ofício;
Orpheu R. Alvarenga - Tabelião do Segundo Officio;
Cornélio Mendes de Oliveira - Contador, Partidor e Distribuidor;
Coronel Thomaz José da Silva, digno e respeitado Colletor Federal;
Aristides Pinto de Barros - provecto escrivão da colletoria federal;
João Alves de Miranda - digno collector estadual.
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Luiz José Álvares Rubião em, ALBUM DA VARGINHA, publicação pelo Estabelecimento Graphico: Casa Maltese - Varginha - Minas,(edição sem numeração de páginas), sob o título: Município de Varginha, diz:
(...) - Em 1820 (...) "Nessa época, as comunicações do interior do Brazil com o litoral, se faziam atravez da Mantiqueira em estradas que se desdobrando pelo fertilissimo valle do Parahyba ia ter aos portos do Rio de Janeiro e de Mangaratiba. Estas cummunicções que, a princípio, se faziam por dilatados dias, em pequenas caravanas de faiscadores de ouros e sesmeiros, em breve, tornaram-se uma fonte de vida e prosperidade para o interior do Paiz. As "tropas" organisadas com muares vindos do Rio Grande, por intermedio da nascente feira de Sorocaba, em breve, inundaram as estradas do interior do Paiz, levando sal e ferragens do litoral e trazendo couros, tecidos e de algodão e outros artigos dos sertões. A cidade da Campanha e da Formiga, como centros e emporios commerciaes de então, regorgitavam de vida e riqueza. Os lugarejos intermediários, plantados à margem das estradas dessa época, cresciam a olhos vistos sob o impulso do movimento das tropas que, em marchas batidas, faziam o commercio dessas cidades com o litoral.
Varginha, como local situado na margem de uma estrada de movimento, em pouco tampo, sentiu o benefício benfazejo do commercio de tropas, que aqui transitavam em demanda da Villa da Campanha.
Nessa época, veio de S. José del Rei (Tiradentes) para esta terra, o Major Venâncio José Franco de Carvalho. Espírito educado num meio adiantado, prestou, esse novo morador, relevantes serviços ao nascente povoado, promovendo diversos melhormentos; occupando, desinteressadamente, diversos cargos públicos; obtendo do Governo Imperial a primeira linha de correio para este lugar, como conseguindo a primeira escola pública. De São José del Rei (Tiradentes) veio, também, o cap. ANTONIO JOSÉ TEIXEIRA, tronco de importante família desta terra. Da Campanha, veio o tenente Gaspar José de Paiva: moço e cheio de vida, foi um dos maiores propulsores do desenvolvimento desta cidade (...). José Simões Pereira foi o mestre de obras da antiga capella da Catantuba, cuja obras foram concluídas em 1831".
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Em Rubião lê-se: " o maior curso dagua que banha o município é o Rio Verde do que o separa do Município do Eloy Mendes e da Campanha. Esse magnífico curso dagua, de feição encachoeirada e de grande queda, constitue uma das maiores riquezas naturaes do município;pois, pela vivacidade de sua corrente, quebrada por numerosas cachoeiras, representa uma rica jazida de "hulha branca" que será futuramente explorada, com já é, em parte, pela companhia Vivaldi que tem uma grande represa a 6 quilômetros desta cidade.
Depois, as margens do Rio Verde ricas e belíssimas paisagens, são fertilíssimas, prestando-se especialmente para o cultivo de arroz em larga escala. Suas aguas, apezar de sempre toldadas pelos rezíduos das minerações de ouro Xicão e de Santa Luzia, são habitadas por magníficas variedades de peixes. O ribeirão do Tacho que passa à 14 kilometros da cidade separa o município do de Três Corações. - O Mascatinho corre a 12 kilometros da cidade e determina a diviza de Varginha com o município de Três Pontas.
O Município de Varginha possue magníficas quedas de agua, sendo a salientar as seguintes: Cachoeira da Varginha; das Sete Cachoeiras; do Caixão e do Salto Grande".
"COMMERCIO: O commercio de Varginha pode ser considerado o mais importante de todo o Sul de Minas, pois importantes casas attacadistas servam as praças de Eloy Mendes, Três Pontas, Dôres de Bôa Esperança, Campos Geraes, Paraguassú, Carmo da Cachoeira e Villa Nepomuceno".

"Viação Férrea - O município é cortado do Sul a Norte pela Rede Sul-Mineira e também pelo ramal da mesma linha férrea que, partindo da cidade de Três Corações vae ter ao districto do CARMO DA CACHOEIRA, tendo as estações seguintes:
Varginha, na cidade; parada das Farinhas, a 6 kilometros; Flora a 26 kilometros e do CARMO DA CACHOEIRA distante 1 kilometro da sede do districto É servida por dois trens diarios que póem em comunicação diaria a cidade de Varginha com São Paulo e Rio de Janeiro".
projeto partilha disse…
Em Minas Geraes e seus Municípios, BELLO HORIZONTE, por Roberto Capri. 1916. Pocai Weiss & Comp. Rua João Adolpho, 60. Primeira Trav. da Rua Santo Antonio. São Paulo, há a seguinte referência ao DISTRICTO DO CARMO DA CACHOEIRA, entre outras informações, a seguinte:
Tem como pequeno patrimônio: uma Igreja Matriz, e das capelas - do Pretório e de Santo Antonio - tendo sido esta última construida há annos pelo fazendeiro ANTONIO DOS REIS SILVA, auxiliado nesse fim por algumas pessoas do logar. A Matriz, ricamente construída, deve os reparos notáveis que recebeu à iniciativa do cidadão Severino Ribeiro de Rezende, que promoveu uma subscrição, reunindo quantia superior a 14:000$000.
O districto de paz do Carmo da Cachoeira pertence, no ecclesiastico, à diocese de Campanha. A sua superfície é avaliada em sete léguas quadradas, tendo uma extensão de 36 kilometros quadrados de N. ao S. e 33 de L. a Oeste.
A sede se acha em uma verdejante collina, orlada de outros não menos formosos outeiros, que lhe ficam mais elevados.
Em seu centro ergue-se o bello templo de N. S. do Carmo, e em redor delle se agrupam, como em dum doce recolhimento, as habitações, de aspecto moderno e de modesta elegancia.
A floresta apresenta o extraordinário viço das do resto do Brasil. Troncos gigantescos se elevam a uma altura phantastica, procurando os raios do sol com os ramos, que em alto se abrem como braços, que se entrelaçam com os dos troncos visinhos, formando uma volta tão espessa, que às vezes veda a vista do céo. Os troncos enfeitados pelas lianas parecem as columnas que sustentam a volta desse templo maravilhoso onde reina soberano o silencio, e onde os gigantes vegetais, na lucta pela vida, suffocvam os pequeninos, de maneira que nada vegeta aos pés dos grandes troncos e se pode atravessar a matta da mesma forma que um parque. Há uma grande variedade de plantas medicinaes, quaes: a ipecacuanha, a salsa, a arnica.
Abundam chacaras ricas de toda especie de fructas, e, na cidade, os quintaes das vivendas apresentam sempre um aspecto alegre no colorido verde de suas folhagens, e são cheios de fructas saborosas e delicadas".
projeto partilha disse…
Você sabe o que faz de CARMO DA CACHOEIRA, Minas Gerais, um Município tão especial?

É que o que une a sociedade cachoeirense e muito, muito maior, do que aquilo que separa, ou diz se separar.

No ano de 1864 são 20 registros de casamentos anotados pela Freguesia do Carmo da Cachoeira, no sul de Minas Gerais. Foram eles:
José Mria do Nascimento e Rosalina Maria de Jesus, na Igreja Matriz. Testemunhas: José Estevam dos Reis e Manoel dos Reis Silva Sobrinho;
Gabriel José Garcia e Cândida Garcia de Jesus, na Capela de São Bento. Testemunhas: José da Silveira Caldeira e João B. Junqueira;
Bento Ezaú dos Santos e Mariana Generosa dos Reis. Ele filho do Capitão Bento Esaú dos Santos e ela de Manoel dos Reis e Silva. Testemunhas: Manoel José de Barros e José de Souza Meirelles;
Sabino e Ana Gabriela, na Matriz. Testemunhas: Francisco de P. Batista e Silvério Antonio Assis;
João Francisco Xavier e Mariana de Paula de Jesus. Ele filho de Manoel Francisco Xavier e ela de José Tristão de Almeida. Testemunhas: Severino Ribeiro de Rezende e Joaquim F. da Costa;
Constantino Francisco Bandeira e Sabina Agostinha de Jesus, na Ermida de Severino Ribeiro de Rezende, ele filho de Antonio Rodrigues Bandeira e ela de Manoel Francisco Xavier. Testemunhas: Severino Ribeiro de Rezende e Joaquim Reis Branquinho;
Antonio Joaquim Alves da Costa e Prudência Maria de Jesus, filha de Joaquim Hipólito de Souza, na Capela de São Bento. Testemunhas: Antonio M. da Costa e Inácio Lopes de Guimarães;
José Pedro de Alcântara e Maria Purcina de Jesus. Ele filho de Maria Silvéria e ela de Francisca Nunes de Araújo. Testemunhas: Pedro Francisco Xavier e Antonio C. Dias;
João Ponciano de Brito e Rita Úrsula de Cássia, ele filho de Ponciano Bernardo de Brito e ela de Francisco Rodrigues da Silva, na Ermida de Manoel dos Reis Silva. Testemunhas: João Villela Fialho e Sebastião Rodrigues da Silva;
Francisco de Assis e Oliveira e Rita Umbelina de Cassia, na Capela de São Bento. Ele, filho de José Joaquim de Oliveira e ela de dona Ana Francisca. Testemunhas: ten. cor. José Fernandes Avelino e Inácio Lopes Guimarães;
Rafael Rodrigues da Silva e Maria Jacinta de Jesus, na Igreja Matriz. Ele, filho de Mateus Rodrigues da Silva e ela de Feliciano Marque de Abreu. Testemunhas: João Alves de Gouveia e Joaquim F. Xavier;
Inácio e Felisbina, na Capela de São Bento. Testemunhas: ten. cor. José Fernandes Avelino e Lucas José Alves;
Joaquim Praxedes da Costa e Rita Cândida de Souza. Ele, filho de Generosa da Costa e ela de José Pedro Fernandes. Testemunhas: ten. coronel José Fernandes Avelino e Inácio Lopes Guimarães;
Francisco Joaquim Alves e Ana Rita de Jesus. Ele filho de Domingos José Alves e ela de José Inácio de Souza, na Capela de São Bento. Testemunhas: Manoel J. Alves e Manoel Antonio M. Mattos;
José Bonifácio da Silva e Maria Luiza do Nascimento, na Capela de São Bento. Ele, filho de Vicente Ferreira da Silva e ela de Luiz Antonio Tristão. Testemunhas: Inácio Lopes Guimarães e Miguel José Alves;
Joaquim e Graciana, na Igreja Matriz. Testemunhas: Antonio Bernardes Pinto e Apolinário;
Manoel Lopes Machado e Florinda Emília do Nascimento, na Igreja Matriz. Testemunhas: cap. Antonio J. Alves e Gabriel J. Junqueira Júnior;
José Francisco Xavier e Miquelina Francisca de Jesus, filha de Francisca Nunes de Araújo e ele , filho de José Francisco Xavier, na Ermida de Mariana Villela. Testemunhas: Gabriel dos Reis Silva e Manoel dos R. Sobrinho;
José Manoel do Espírito Santo e Ana Teodora de Jesus, na Capela de São Bento. Testemunhas: Gabriel F. da Costa Júnior e ten Gabriel F. da Costa;
José Maria e Francisca Raimunda de Paula, na Capela de São Bento. Testemunhas: Estevam Ribeiro da Silva e José de A. Junqueira.

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