Casa no Palmital do Cervo em Carmo da Cachoeira.


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Esta casa foi identificada por nossos leitores como sendo propriedade de Santos Chagas, um octogenário, interlocutor de todas as horas, morador no Palmital do Cervo, onde mora um de seus filhos.
Este sábio senhor é de uma lucidez extraordinária, fazendo parte de nosso arquivo vivo, onde estão cuidadosamente armazenados dados, e a história de nosso passado. Fala com orgulho de sua origem. Lembra do município mineiro de Oliveira, de onde vieram seus ancestrais. Fala também em das cidades de Córrego do Ouro e Campo Belo, locais onde os de seu passado desempenharam a função de administradores de fazendas.

Comentários

projeto partilha disse…
Esta foto foi colocada na caixa de postagem do Gapa Cultural, com o bilhetinho citado na inicial e sem outras especificações. Se alguém identificar, é só postar os dados nesta coluna. Saibam, no entanto, que o retrato condiz com nossa realidade atual. Faz parte da singela paisagem neste ano de 2008.
repassando dados recebidos disse…
Esta casa está em propriedade do Sr. Santos Chagas, nosso interlocutor de todas as horas., no Palmital do Cervo. Mora lá um de seus filhos. Octagenário, e de uma lucidez extraordinária, faz parte de nosso arquivo vivo, onde estão cuidadosamente armazenados dados, e a história de nosso passado. Fala com orgulho de sua origem. Lembra do Município de Oliveira-MG, de onde vieram seus ancestrais.Fala também em Córrego do Ouro-MG e Campo Belo, locais onde os de seu passado desempenharam a função de administradores de fazendas. Hoje o Sr. Santos Chagas, neto do espanhol FRANCISCO MAROCHO CHAGAS e de OCTAVIANA DE SOUZA. Foram pais de dona INÉSIA CHAGAS, que tivemos a oportunidade de conhecer, através de foto já publicada nestas páginas. Mulher de beleza e coração incomuns. Foram irmãos de Inésia, José Glicério Chagas, Otaviano Chagas e Francisco Chagas Júnior. Pessoal ligado ao nosso querido Wandico - Professor Wanderley Ferreira de Resende, autor de Carmo da Cachoeira - Origem e Desenvolvimento. Herdeiros do patriarca são proprietários rurais e urbanos no município de Carmo da Cachoeira-MG. Seu SANTOS CHAGAS andando pelas ruas da cidade, na roda de amigos na porta da Cooperativa da praça, sentado na varanda de sua casa, conta casos e relembra fatos, histórias. Entre os fatos fica o de que esses seu avós tiveram um Hotel em sua casa na praça do antigo Arraial. Pessoa muito querida, e a quem o Projeto Partilha deve muito. A cidade também. Ele e dona Zilah, verdadeiras fonte de dados. Nosso reconhecimento. Nossa gratidão e respeito.
trespontano disse…
Aqui em Três Pontas tenho um documento familiar que diz o seguinte: Antonio Jacintho Pereira, lavrador, residente em Três Pontas, em 26/05/1930 passa escritura de compra e venda de propriedade. Vendedora Alvarina Pereira Avellar Chagas. a propriedade está localizada na zona urbana, próximo ao cemitério parochial.
projeto partilha disse…
Em 05/08/1917 é batizado ENOY, filho legítimo de Olady de Oliveira e Álvarina Pereira de Avellar Chagas. Foram padrinhos: Porcina dos Reis Campos e Álvaro Bernardes de Oliveira (tio da TIDA - in memóriam, e a guardiã dos dados sobre Pe. Godinho. Foi sentado a mesa, num dos cômodos da Casa da Tida, que Pe. Godinho escreveu os versos que se transformaram no HINO DO SESQUICENTENÁRIO DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO CARMO, no ano de 2007).
Dona Alvarina e Olady foram pais também de Nympha.
lavrense disse…
Ligados diretamente ao escritor da cidade está o Sr. José Glicério Chagas e dona Dulce Pereira Avelar Chagas. Receba o dado como contribuição histórica.
lavrense disse…
Os dados devem ser atualizados, quanto ao nome correto de dona Inésia. Segundo o que me consta seu nome completo era dona Inésia de Souza Chagas. Eis mais uma contribuição a história de vossa cidade.
p/ Neusa disse…
Tio Lica - Olympio Virgulino de Souza, que muitos dizem Olimpio Virgolino foi casado com a filha do Barão de Lavras.
projeto partilha disse…
O Projeto Partilha tem registrado por ora, o nome do sr. Olympio Virgolino de Souza, casado com dona Sianinha e filho do senhor Sebastião. Dona Sianinha, a filha do Barão de Lavras, João Alves de Gouveia é dona Anna Maximinia Alves de Gouveia. Pelos depoimentos orais, e não pela genealogia, o senhor Lica teve como irmãos: Avelino; o Balthazar,
casado com dona Phelomena Costa; o Antonio, conhecido com Totonho; a Otaviana de Souza Chagas; a Isalina; a Gabriela; a Constância de Souza, nascida em 10/01/1894 e falecida em 20/07/1962 e a Paula ou Paulina de Souza.
colaboradora disse…
Dona Maria Bernardina Nogueira de Oliveira, nascida em 24/10/1888 e falecida em 10/05/1981 é tia do Pe. Godinho.
trespontano disse…
Verifiquem aí: a dona Paulina de Souza foi casada com Francisco Garcia.
trespontano disse…
Vejam também se conseguem ligar. Não tenho documentos, por ora, mas tenho depoimento de que dona Isalina teve uma filha de nome dona Maria Esméria.
projeto partilha disse…
Procuração na Comarca de Campanha-MG, ao Sr. MARCOS COELHO NETTO, solteiro, capitalista, domiciliado em Campanha-MG com poderes para requerer perante o JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DA CAMPANHA, o termo de renúncia que fazem das heranças deixadas pela sua avó e tia. GUILHERMINA CARDOZO, casada com Francisco das Chagas Rezende e dona ALEXANDRINA CARDOZO DE REZENDE, falecidas na cidade da CAMPANHA. A renuncia se dá em benefício de ARMANDO REZENDO, filho e irmão das fallecidas. Testemunhas: José Baptista de Sant´Anna e José Bressane de Sant´Anna. Outros que também passam procuração: Estevão Ribeiro de Rezende, casado com Maria Idalina Reis Rezende. Assinam como testemunhas: Emílio Cardonazzo e João Baptista Nogueira. A procuração foi outorgada aos Sr. Marcos pelos fazendeiros, Gabriel dos Reis Silva Neto, casado com Felícia Ribeiro de Rezende; José Marciano dos Reis, casado com Laura Ribeiro de Rezende. Todos moradores no município do Carmo da Cachoeira- MG.
tricordiano disse…
VENDA DE HERANÇA em 07/08/1922. Vendedores JOÃO MARTINHO DE OLIVEIRA, casado com MARIA MARGARIDA, domiciliados no município de Três Pontas. "Na qualidade de filho da finada ANNA SEVERINA DA SILVA, cujo inventário se está procedendo pelo juízo de Três Corações e cartório do escrivão Casemiro Avellar, TRANSFEREM AO COMPRADOR OLIVEIROS REIS todo o direito e acção que lhes competiam na qualidade de herdeiros daquella finada, para que o comprador use e goze e disponha da dita herança como sua que fica sendo desta data por deante. As terras ora vendidas são somente terras e benfeitorias na FAZENDA ENGENHO DE SERRA, Município de Três Corações. Renda Municipal - Câmara Municipal de Três Corações do Rio Verde. Exercício de 1922. Testemunhas: Álvaro Aristóteles Nogueira e José Bressane de Sant´Anna.
projeto partilha disse…
Para Nilson N. Naves - Paraná

Aqui em Carmo da Cachoeira, há uma citação da FAMÍLIA NAVES, dados que registramos por estar ligado a "COSTA". Não sei se interessa ao senhor, e é o seguinte: "Em 15/08/1922, JOSÉ FELIX DA COSTA, jornaleiro, res. na freguesia do Carmo da Cachoeira faz parceria com o senhor MANOEL REIS NAVES. Local: terreiro da Fazenda São Marcos. Assinam, José Bressane de Sant´Anna por José Félix em presença de Emílio Cardonazzo e João Baptista Nogueira".
projeto partilha disse…
Vamos ouvir um pouco de história, na sob as penas do professor WANDERLEY FERREIRA DE RESENDE, publicado em Carmo da Cachoeira - Origem e Desenvolvimento. Primeira edição, p.34. 1975. Antes de ouvi-lo, vamos conhecer os nomes ligados ao Circo: "Em 15/09/1922, aparecem como locatários ANTONIO MARINHO RODRIGUES e ANTONIO ZACHARIAS DE OLIVEIRA e como proprietário do CIRCO UNIÃO FAMILIAR, MIGUEL THEODORO".

O espaço fica agora com o professor Wanderley: "Em um conto intitulado 'O Toureiro', que publiquei em 1942 em um dos jornais de Varginha, havia um trecho que foi CENSURADO pelo diretor do jornal, e no qual eu dizia o seguinte:
Certo dia o circo chegou a um dos arraiais que bordejam a Rede Mineira de Viação. Era pequeno e atrasado, como todos os arraiais.
Estes núcleos de população, alguns já bem antigos, conservavam-se até pouco atrás estagnados e sem nenhuma esperança de progresso, não porque se tratasse de gente pobre e ignorante, mas porque o desenvolvimento dos arraiais era contrário aos interesses dos chefes políticos, cuja mentalidade mesquinha não hesitava em sacrificar o bem-estar coletivo na ara de suas desmedidas e insaciáveis ambições de mando. Para tais indivíduos, manter os arraiais em atraso era, até certo ponto, uma questão de vida ou morte. Compreende-se. Os arraiais giravam como satélites na órbita das cidades mais ou menos adiantadas; e nestas, ou porque o povo tivesse mais visão das coisas ou por outros motivos quaisquer, sempre surgiam partidos oposicionistas, que na época das eleições tiravam o sono aos chefes situacionista. Ora, trazendo os habitantes dos arraiais e povoados dominados, era nestes redutos que os mandões de outros tempos iam buscar as MAIORIAS ESMAGADORAS, com que venciam as eleções.
Quando se aproximava algum pleito eleitoral, era de ver-se a delicadeza, a boa vontade dos chefes políticos. Distribuíam sorrisos e promessas a torto e a direito, traçavam planos de grandes melhoramentos para as sedes distritais e chegavam mesmo ao sacrifício de mandar entupir alguns buracos e capinar algumas ruas. Mas, passadas as eleições, eram esquecidas com a mesma facilidade com que haviam sido feitas; o matagal tomava outra vez conta da praça e das ruas, as chuvas reabriam a buraqueira e a vida continuava como antes. Melhoramentos? Progresso? Tolices. Artigos de luxo que só convinham às cidades grandes.
Esta era, de modo geral, a História dos distritos e esta foi a HISTÓRIA DE CARMO DA CACHOEIRA até que chegou no ano de 1926, e com ele o começo da reação".
Proj. Partilha, agora é prá valer disse…
Bem, o aspecto político entrou sem ser convidado, mas já que chegou e se apossou do comentário anterior, que seja bem vindo. Aqui o professor Wanderley Ferreira de Resende vai nos contar A VIDA NO ARRAIAL. Cf. p.52, primeira edição. "A vida dos habitantes do arraial de Carmo da Cachoeira, como a de outros lugarejos semelhantes, era a mais rotineira possível. Não havia cinema, clubes, rádio, televisão, nada, enfim, que ajudasse a matar o tempo nos momentos de folga. De tempos a tempos, aparecia algum circo, de touradas ou de cavalinhos, ou um teatrinho de fantoches a que o povo dava o nome de "briguelos", e era um sucesso. Durante muito tempo servia de assunto a um povo que não dispunha de outra maneira de distração.
Se os velhos de há cinquenta ou sessenta anos pudessem voltar aqui,(1975) como haveriam de ficar admirados com a transformação havida em tão poucos anos!
Eu imagino que, se meu avô, ou outro avô qualquer falecido há muitos anos aqui chegasse nos dias atuais e encontrasse a cidade iluminada pela luz elétrica, visse os aviões cruzando os céus de sua terra, o cinema falado, o rádio, a televisão, etc., tamanho seria seu espanto, que não teria dúvida em julgar que por aqui havia passado algum mago saído das páginas das Mil e Uma noites. Chego mesmo a pensar que ele não se acostumaria a viver em mundo tão diferente daquele seu tempo".

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