Rapazes ao lado de casarão na década de 40.

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Comentários

projeto partilha disse…
Foto original preservada no Arquivo Particular do autor de O SERTÃO DO CAMPO VELHO, Jorge Fernando Vilela. Parte deste casarão colonial ainda está fazendo parte da paisagem cachoeirense, no Sul de Minas Gerais, para se fazer lembrar da presença da "Família Figueiredo" e seus entrelaçamentos. Situado a rua Dom Inocêncio, esquina com Antonio Justiniano dos Reis serve de residência a descendentes de uma das mais tradicionais famílias da cidade. É chamada por "Casa da Serra", verbalizada com orgulho por dona Zilah Reis Vilela de Oliveira. Enriquece a paisagem urbana local, junto com 2 outros casarões seus vizinhos na rua Dom Inocêncio. São eles, a que o Pe. Godinho escreveu a poesia que deu origem ao Hino do Sesquicentenário, e a que mora hoje a "Maria do Omar" e seus filhos. Dona Maria Theodora de Figueiredo foi casada com José dos Reis e Silva, irmão de Manuel dos Reis e Silva II, a quem nos referimos nas páginas de ontem. Dona Mariana é filha do Capitão João Rodrigues de Figueiredo e de dona Felícia Cândida. José dos Reis e Silva nasceu, foi batizado e enterrado em Carmo da Cachoeira - MG. Dona Mariana foi enterrada em Carmo da Cachoeira.
projeto partilha disse…
Capitão Romão Fagundes DA COSTA, também aparece como Romão Fagundes do Amaral.

Amélio Garcia de Miranda, autor de "História de Três Pontas", publicada em 1980, ao falar sobre as Companhias de Ordenanças, cita como 14, a Companhia do Senhor Bom Jesus dos Perdões., da seguinte forma:
" (...) sendo seu primeiro comandante o CAP. ROMÃO FAGUNDES DA COSTA, em 08/03/1771. O Cap. Romão aparece com o nome de Romão Fagundes do Amaral, na provisão de seu substituto o Capitão Sebastião Martins Pereira, por ter sido ele promovido a sargento-mór em 09/12/1800. O capitão Romão Fagundes do Amaral foi um dos fundadores de Perdões.
Como se vê, a zona de Lavras e Três Pontas muito se desenvolveu, graças ao intenso povoamento e à excelência das terras".
projeto partilha disse…
AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA, pelo editor FRANCISCO S. SILVA, em Belo Horizonte, 30 de junho de 1980.

Nota do Editor.
Antes de falar sobre este livro é preciso falar do seu autor. De tradicional família trespontana, AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA nasceu em 10 de julho de 1910 e dedicou a maior parte de sua vida à pesquisa da história de Três Pontas. Mesmo antes de se lançar especificamente, a partir de 1957, à paciente tarefa de coletar dados e informações para escrever esta HISTÓIRIA DE TRÊS PONTAS, que agora damos a público, AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA já era a fonte confiável a qual recorriam todos aqueles que precisavam obter dados históricos sobre a cidade, sobre a origem das principais famílias ou informações diversas sobre o seu povo.
- Culto, estudioso, apreciador de bons livros especialmente livros de história, de religião, de ciências e filosofia, era dotado de privilegiada memória, sendo sempre procurado e consultado para oferecer dados e indicações sobre os mais variados assuntos.
Eis aí, na síntese de um grande amigo seu, JOÃO CORRÊA VEIGA, a opinião unânime daqueles que o conheceram intimamente.
Muito respeitado e querido em Três Pontas também por sua dignidade, honestidade e dedicação, prestou sempre bons serviços em todos os cargos, funções ou atividades que exerceu. Seja como Escrivão de Paz e Oficial de Registro Civil, seja como funcionário da Cia. Telefônica de Três Pontas, como contabilista, como assíduo colaborador na imprensa, ou como Juiz de Paz e Vereador. Membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA (o conhecido BEM MIRANDA), foi também professor e pessoa muito admirada em Boa Esperança, além de escriturário por vários anos da Câmara Municipal de Três Pontas.
Ao morrer em consequência de um enfarte, em 19 de julho de 1979, pouco antes de completar 69 anos, AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA só deixou amigos.
No seu sepultamento, que foi acompanhado por grande número de pessoas, inclusive de várias localidades vizinhas a Três Pontas - conforme registra o CORREIO TRESPONTANO, de 24/06/1979 - saudaram-no os seguintes oradores: Antônio Scatolino Mendes, então Presidente da Câmara Municipal; o Prefeito João Vicente Diniz; Sebastião Lucas de Oliveira, e o professor Antônio Borges Maia, advogado e representante do povo e o Prefeito de Boa Esperança. Todos os oradores enalteceram o caráter e a honradez de AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA. Como mais uma homenagem póstuma e reconhecimento público, o Prefeito \João Vicente Diniz decretou luto oficial por três dias".
paulo costa campos disse…
AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA, pessoa de baixa estatura, calvo, voz compassada, comedido ao falar, afável, dotado de uma memória incomum e inteligência, gozava da estima de todos os que o conheciam. Natural da cidade de Três Pontas, filho de Francisco Garcia Miranda e Alfonsina Ferreira, foi casado com Maria da Conceição Paiva. Escrivão de Paz e Oficial do Registro Civil no distrito do Pontalete, por motivos políticos, foi perseguido durante o chamado Estado Novo e perdeu o cargo. Passou a exercer as funções de contabilista, tendo trabalhado por muitos anos na Companhia Telefônica de Três Pontas. Foi Juiz de Paz desta Comarca. Eleito vereador para o período de 1 de fevereiro de 1967 a 31 de janeiro de 1971. Após seu mandato, passou a exercer, com dedicação, o cargo de escriturário da Câmara Municipal. Foi pesquisador da história de Três Pontas e respeitado genealogista. Era membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Após a sua morte, foi publicado um livro intitulado "História de Três Pontas" no qual a grande maioria dos capítulos é de sua autoria. Pretendia publicar uma obra sob o título de "GENEALOGIA TRESPONTANA", cujos originais encontram-se arquivados na Câmara Municipal, doados pela família e integrando o Arquivo Histórico da cidade, de acordo com a lei n. 1314 de 30 de dezembro de 1988. Seu falecimento o impediu de realizar seu grande sonho: a publicação daquele trabalho. Por ocasião de sua morte, o prefeito declarou luto por três dias, como última homenagem ao grande historiador e genealogista. Não fora AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA, a história da cidade teria desaparecido por completo, principalmente em se tratando dos antigos documentos da Câmara Municipal. (10-JUL-1910 - 19-JUN-1979).
projeto partilha disse…
MARTINHO DIAS DE GOUVEIA, "falecido antes de 1842" é citado pelo professor WANDERLEY FERREIRA DE REZENDE como tendo sido proprietário de uma das três fazendas mais antigas do Distrito da Boa Vista - a FAZENDA RANCHO.
Martinho Dias de Gouveia é citado também por AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA, p. 128, da obra "A História de Três Pontas" como sendo uma AUTORIDADE MILITAR DE TRÊS PONTAS. , da seguinte forma:
- Martinho Dias de Gouveia, alferes do Espírito Santo, Lavras, pela ausência de Manuel Joaquim Vilela, em 21/04/1812.

Fica aqui uma pergunta: ESPÍRITO SANTO?

JOSÉ ROBERTO SALES em sua obra BREVE HISTÓRIA DE VARGINHA - MG. 1763-1922, p.57, falando sobre A Comarca do Rio das Mortes conta-nos sobre a consulta que fez em "Distritos de Ordenanças em 1823". Diz ele, "faziam parte da freguesia de Lavras do Funil, AS CATANDUBAS, com 744 habitantes, e Varginha, com 645 habitantes (FEU DE CARVALHO, 1922.
Em 1837, a região do atual município de Varginha fazia parte do grande distrito paroquial de Sant´Anna de Lavras do Funil, atual município de Lavras, do qual dependiam 30 outros distritos, entre eles o "Dito das Catandubas", com 121 fogos (residências) e 744 almas e o "Dito da Varginha", arraial com 78 fogos (o autor fala logo em seguida que são 96 fogos) e 645 almas (MATOS, 1837/1979). As informações fornecidas pelo autor não permitem identificar qual dos "ditos" citados, Varginha ou Catandubas, teria sido o povoado que deu origem à atual cidade de Varginha. No entanto, não resta dúvida de que são povoados distintos já que tiveram sua contagem populacional feita individualmente".
projeto partilha disse…
Quem eram as "Outras Autoridades Militares da Região de Três Pontas, além de MARTINHO DIAS DE GOUVEIA, segundo AMÉLIO GARCIA DE MIRANDA"?
A resposta encontra-se nas p. 128/129 da citada obra em comentário anterior. São eles:
- Manuel Alves Taveira, sargento de Luminárias e Ermida de S. Inácio, em 27/03/1801.
- Manuel José de Carvalho, alferes de Mato Dentro, em 25/08/1801.
- Joaquim Pacheco de Souza Leão, alferes de Espírito Santo, em 23/04/1801.
- Agostinho Gomes Pinto, alferes de N. S. das Dores, pela ausência de José Joaquim Vilela, em 19/12/1800.
- José Joaquim de Castro Viana, alferes de Três Pontas, em 13/01/1807.
- Joaquim Moreira da Costa, alferes em lugar de José Joaquim, em 17/10/1807.
- João Batista da Silva Duarte, alferes em 11/03/1807.
- José Joaquim Vilela, alferes de Três Pontas, em 13 de novembro de 1783. Foi o primeiro alferes.
- João de Deus Bernardes Xavier, alferes em lugar de José Joaquim Vilela, em 08/07/1785.
- José Gonçalves Braga, alferes da nova companhia do Quilombo e Córrego das Urtigas e Charneca, Três Pontas, em 27/01/1801.
- Antonio Jacinto Ribeiro, alferes de N. S. da Ajuda, em 18/11/1800.
- Manuel Francisco Cesar, alferes de Espírito Santo, em 17/08/1809.
- Luiz Antonio de Souza, sargento supra de N. S. da Ajuda, em 08/02/1808.
-Rodrigo Antonio de Azevedo, Cap. do Espírito Santo dos Currais, por falecimento de José Alves de Figueiredo, em 18/05/1801.
- Marcelino Alves Ferreira, sargento do Espírito Santo dos Currais, em 13/03/1801.
- Joaquim Álvares Ferreira, alferes do Espírito Santo dos Currais, pela ausência de João Inácio de Faria, em 23/05/1801.
- José Alves Taveira, o moço, alferes de N. S. da Ajuda, por não residir Antonio Jacinto Ribeiro, em 27/01/1801.
- Gabriel Antonio Pereira, alferes da companhia de Araras, pela ausência de Felix Souza Soares, em 17/01/1801.
- Antonio Jacinto Ribeiro, alferes de N. S. da Ajuda, em 18/11/1800.

- Felix José de Souza, alferes das Araras, em lugar de Marcos de Souza Magalhães, em 21/11/1800.
- Manuel Antonio Pereira, alferes da companhia do Sapé, em 24/02/1812.

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