Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira, Sul de Minas Gerais.


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Comentários

projeto partilha disse…
A árvore que se vê a esquerda foi fotografada no ano de 2007. Fica ao lado da casa que foi do Barão de Lavras, João Alves de Gouveia da Fazenda Chamusca. Postando-se ao lado desta árvore, e voltando-se a leste, visualiza-se a cruz que marca a presença do cemitério que é mostrado nas outras tomadas.
Na página de ontem fez-se referência ao Cavalo Mortimer, hospedado na Fazenda do Atalho do Major Gabriel José Junqueira. A fazenda Chamusca fica bem próxima e morada da Jóia da Chamusca. cavalo Mangalarga. Vivia ela no mesmo espaço de onde Evando Pazzini fotografou esta árvore., que segundo contam, foi atingida por um raio.
projeto partilha disse…
Filha do Major Gabriel José Junqueira, da fazenda do Atalho, Antônia Anna Junqueira, nasceu em Carmo da Cachoeira-MG, em 22 de fevereiro de 1859, segundo Brotero, primeira edição, 1956, p.457. Casou-se com seu parente, o comendador Francisco de Paula Silva, filho de Antônio Joaquim da Silva e Maria Venância Ximenes. Antônia Anna e Francisco de Paula faleceram em Muzambinho-MG. Seus filhos:
Alfredo Junqueira da Silva;
Leopoldo Aureliano da Silva Junqueira;
Maria Cândida Junqueira da Silva;
Elvira Augusta da Silva;
Amélia Cornélia Junqueira da Silva;
Arnoldo Junqueira; Mário da Silva Junqueira, nasceu em Boa Esperança, e faleceu em São Paulo. Casou-se duas vezes. A primeira, com Anna Idalina Vilella, filha de Francisco Antonio Vilella. Anna Idalina nasceu em Coqueiral-MG, onde faleceu em 10 de dezembro de 1897. Foi inventariada em 23 de fevereiro de 1898. Inventariante, seu marido, Mário da Silva Junqueira, deixando os seguintes bens: benfeitorias da casa e pátio onde mora, no valor de 2$000$000; 2 casas de morada e pasto cercados de valos, sendo 1 de capim, no lugar denominado Muchambomba, no Arraial do Espírito Santo dos Coqueiros, no valor de 10:000$000; uma sorte de terras sitas na comarca de Rio Claro denominada Monte Sião, em sociedade com seu irmão Leopoldo Aureliano da Silva Junqueira, tendo por confrontantes dona Marianna Vilella, Antônio Bonifácio Vilella, Antônio Cecílio Coimbra e JOAQUIM PIO DE TAL (só a parte do casal), no valor de 20:000$000. Mário, o viúvo casou-se pela segunda vez em São Paulo com Francisca Gama de Arruda, filha de Marcos de Oliveira Arruda e Luísa da Gama Arruda. Francisca teve um primeiro casamento com Juvenal Garcia de Oliveira.
Gabriel José Junqueira Filho, nasceu em 1837 e casou-se com sua parente Mariana Alves Gouvêa, filha de Antônio Joaquim Alves e Maria Carolina Alves de Gouvêa. Em 14 de julho de 1873, Gabriel José e Mariana Alves receberam a quantia de 59:111$000, referentes à divisão das Fazendas Chamusca, Campo dos Comuns, CACHOEIRA, Formiga e MARANHÃO, em Lavras-MG. Participaram da divisão, Gabriel José e Mariana Alves; João Alves de Gouvêa e sua esposa, Marianna Clara de Gouvêa (Mariana Clara de Gouvêa era tia de Mariana Alves de Gouvêa) e João Bonifácio Marques e sua esposa Maria Carlota da Fonseca. Foram divididos 3.989 alqueires, entre campos, culturas e matos virgem, avaliados em l, ANA GABIELA JUNQUEIRA, nasceu em Lavras-MG e faleceu em Carmo da Cachoeira-MG. Casou-se com Misael Dias de Gouveia, nascido em 1856 e falecido em Carmo da Cachoeira-MG. Sendo que muitos residiram e ainda residem em Cachoeira. A atual rua Misael Dias de Gouveia, é conhecida como o Corredor do NENZICO - Antônio Junqueira Gouveia, irmão de Ana Cândida Junqueira Gouveia, "CANDOLA", casada com João Severiano Reis. Outros filhos de Anna Gabriela e Misael: Marianna Junqueira Gouveia, casada com José Severiano dos Reis; Maria do Carmo Junqueira Gouveia; Gabriel Junqueira Gouveia, "NHONHÔ", casado com Aurora Severiana de Gouveia; Maria da Purificacão Junqueira Gouveia, "Tia"; Maria das Dores Junqueira Gouveia; Maria de Nazaré Junqueira Gouveia, casada com Gabriel Gouveia dos Reis.
projeto partilha disse…
Falar em Cavalo Mangalarga e seguir sua trajetória de das famílias a ele ligado nos dá profundo prazer. Muito próximo a nós e a Fazenda Chamusca, Francisco Antonio Diniz Junqueira, casado com Mariana Constança de Andrade, pais de Umbelina de Andrade Diniz Junqueira(aparece em outras genealogias também como Umbelina Honória de Andrade), casada com Manuel Custódio Vieira. De Umbelina e Manuel, nasce dona Teodosia Viera de Andrade Palma, casada com Honório de Andrade Vieira Palma, com forte ligação ao Cavalo Mangalarga. Cf. www.pedigreedaraca.com.br/palhacohp.doc?peedigree
Paulo Costa Campos disse…
"Bandeira de Gouvêa"
Três Pontas-MG

Doutor PEDRO BANDEIRA DE GOUVÊA, filho de Pedro Bandeira de Gouvêa e Maria Cândida Bandeira, casado com Tereza Cândida de Jesus, filha do Tenente-Coronel Francisco de Paula Pereira, era Bacharel em Matemática e capitão do Corpo de Engenharia do Exército. Defendeu a tese intitulada "Regime Alimentário das Crianças nos Primeiros Anos de sua Existência, na Escola de Medicina da Bahia, obtendo distinção. Defendeu outra tese sobre "Obstetricia", em francês. Desfrutava de grande prestígio na região Sul, da então Província de Minas Gerais. Era procurado por pacientes de várias vilas e cidades, até de São João Del Rei-MG. Faleceu em Três Pontas, em 1889.

CARLOS BANDEIRA DE GOUVÊA e da professora TEODÓSIA VIEIRA CAMPOS, pais de Theodósio Bandeira Campos, nascido na cidade de Boa Esperança-MG. "Dosico", como era conhecido, dotado de inteligência aguda, grande orador, dotado de invulgar eloquência, bem humorado e espirituoso. Com a mais tenra idade veio a Três Pontas, pois perdera a mãe, logo após seu nascimento. Foi criado pela tia, Rita Vieira de Campos,(obs. outras fontes a citam como dona Rita América de Campos Souza), de quem foi segunda esposa do Tenente Juvêncio Elias de Souza, viúvo de Emília Augusta de Oliveira. Exerceu as funções de Presidente da Câmara. Participou da fundação da Companhia Viação Férrea Três Pontana e de sua primeira diretoria. Político de grande prestígio, junto às autoridades governamentais, por ocasião da criação do cargo de prefeito, nas comunas brasileiras, em 1930, foi nomeado o primeiro prefeito de Três Pontas-MG. Além de político, foi agricultor e pecuarista. Ocupou, por vários anos, a gerência local do Banco da Lavoura de Minas Gerais. Exerceu o magistério nos colégios da cidade. Eleito deputado à Assembléia Legislativa, para o período de 31 de janeiro de 1955 a 31 de janeiro de 1959. Faleceu em Belo Horizonte-MG, foi sepultado no Cemitério Municipal de Três Pontas. (28-SET-1889 - 14-DEZ-1960).
projeto partilha disse…
Parentesco entre JOSÉ JOAQUIM GOMES BRANQUINHO - FAZENDA BOA VISTA, Distrito de Lavras do Funil e MARIANA CONSTÂNCIA DE ANDRADE, casada com FRANCISCO ANTONIO DINIZ JUNQUEIRA. Mariana e Francisco Antonio eram primos. Ângela de Moraes Ribeira, casada com José Gomes Branquinho são pais de José Joaquim. Maria de Moraes Ribeiro, é irmã de Ângela e foi casada com Antonio de Brito Peixoto. Ambas filhas da paulista Teresa Moraes e de André do Vale Ribeiro.
Cf. Testamento e inventário do Ajudante Jerônimo de Andrade de Brito, disponibilizado pelo Projeto Compartilhar.
projeto partilha disse…
Vamos conhecer o parentesco de dona Umbelina Honória de Andrade, casada com o Cap. Manuel Custódio Vieira, segundo a obra Família Junqueira - Sua história e Genealogia, p.801, ao estudar a sétima filha de Antônia Francisca Junqueira, primeira esposa de Thomás José de Andrade. A filha Marianna Antônia casou-se com o capt. Antônio Francisco da Costa, nascido por volta de 1796, viúvo de sua irmã Maria Claudina de Andrade. Em 1851, Antônio Francisco da Costa e sua segunda esposa participaram na divisão (...) requerida pelo cap. Manuel Custódio Vieira e sua esposa, Umbelina Honória de Andrade.
P.802: "Umbelina Honória era prima de Marianna Antônia de Andrade. Pelo lado materno, o avô de Marianna Antônia(José Francisco Junqueira) era irmão da avó de Umbelina Honória (Maria Francisca da Encarnação). E pelo lado paterno, o avô de Marianna Antônia (José de Andrade Peixoto) era irmão do avô de Umbelina Honória (Jerônimo de Andrade Brito). Como Francisco Antônio contraiu primeiras núpcias com a irmã de Marianna Antônia (Maria Claudina de Andrade), o grau de parentesco entre Maria Claudina e Umbelina Honória é o mesmo descrito". anteriormente".
Marcos disse…
Estou postando o texto abaixo, do livro de Émile-G.Léonard, O Protestantismo Brasileiro: Estudo de Eclesiologia e História Social, tradução do manuscrito original em francês por Linneu de Camargo Schützer, ASTE, São Paulo, SP, 1963, pp.56-67, porque acho que ele narra um marco na história da família Gouveia (ou Gouvêa), o surgimento do ramo protestante, mais precisamente presbiteriano. O que não consegui foi “linkar” o nome do meu avô, Joaquim Pio Gouvêa, pai do meu pai, Noel (Noé) Gouvêa, que nasceu em Andradas, em 1920. Acho que nosso ramo Gouveia presbiteriano está obviamente ligado ao ramo cuja história de conversão está narrada abaixo. Gostaria de mais informações sobre essa ligação.


Brotas fôra a última paróquia onde o Pe. Conceição exercera o ministério católico. Possuía ali laços familiares desde que sua irmã mais moça, Tudica, se casara com um Cerqueira Leite. Muitos de seus paroquianos haviam conhecido suas lutas espirituais e alguns as haviam mesmo partilhado. Além disso, os missionários seus amigos haviam iniciado ali um trabalho de propaganda com grande resultado, e esse foi o ponto decisivo: dirigiu-se a Brotas em meados de outubro a fim de tomar parte na campanha de pregações que deveria realizar-se durante diversas semanas, havendo pregações de casa em casa. Eis uma descrição das duas últimas reuniões, feitas por Blackford, que nos mostra o modo como eram realizadas e como se criou o primeiro núcleo protestante verdadeiramente brasileiro:
"Na segunda-feira 13 (de novembro) reunimo-nos em casa de Antônio Francisco de Gouvêa, no sítio, com o objetivo de organizar uma igreja. O Sr. Conceição pregou a mais de 30 presentes, após o que fizeram pública profissão de fé e receberam o sacramento do batismo as seguintes pessoas: Joaquim José de Gouvêa e sua mulher Lina Maria de Gouvêa, seu filho Francisco Joaquim de Gouvêa e sua filha Sabina Maria de Gouvêa; Antônio Francisco de Gouvêa, sua mulher Sabina Maria de Gouvêa e suas três filhas Belmira Maria de Gouvêa, Maria Vitória de Gouvêa e Maximina Maria de Gouvêa; Severino José de Gouvêa e sua mulher Maria Joaquina de Gouvêa. Com eles celebramos o amor de Nosso Senhor ao morrer, comendo e bebendo os símbolos do seu corpo partido e sangue derramado. Era a primeira vez que qualquer deles participava desse sacramento, ou o via. Foram horas de júbilo para o coração dos que participaram e de profunda impressão para os que presenciaram, ao menos para alguns.
"O Sr. Conceição dirigiu a oração final; julgo ter sido a mais jubilosa explosão de agradecimento que jamais ouvi. Deu graças pela vinda do Evangelho até eles, pela misericórdia que os tinha levado a ouvir e aceitar, e pelos privilégios daquela hora, etc. De envolta com as ações de graças e ferventes pedidos exortações e solicitações aos presentes para que aceitassem o livramento oferecido em Cristo. Na mesma ocasião foram batizadas as seguintes crianças: Antônio Francisco de Gouvêa, Maria Luiza, José Francisco e Sabina Maria de Gouvêa (3) e Maria Luiza, José Venâncio, Domicília Maria, Inocência, Herculano José e Elias de Gouvêa, filhos de Severino José e Maria Joaquim de Gouvêa.
"A 14 de novembro, no culto em casa do Sr. Tenório foram batizados Joaquim, Antônio Joaquim, Lino José, Honório José e Cassiano, filhos de Joaquim José e Lina Maria de Gouvêa.
"Quarta-feira, 15 de novembro, deixamos Brotas" (4).
Onze adultos membros professos e dezessete crianças batizadas, não pessoas isoladas, e sim uma grande família: os três irmãos Gouvêa com suas esposas e filhos (sete de Severino José, cinco de Antônio Francisco e cinco de Joaquim José). A seguir vieram os parentes de Conceição que, nas semanas seguintes, aderiram à Igreja; sua cunhada, um sobrinho, sua irmã mais moça Tudica. Esta atraiu seu marido, sua sogra D. Cândida Cerqueira Leite, a mais respeitada e influente fundadora do povoado, e todos os filhos desta.
Gradualmente a comunidade de Brotas desenvolveu-se de maneira extraordinária. Em 1867 possuía 61 membros professos, em 1871, 116 (e 123 crianças); em 1874, 140 membros. "Gente da vila e gente dos sítios: Buenos, Prados, Magalhães, Borges, Oliveiras, Morais, Cardosos e Cardosas, Barros, Coutinhos e Garcias. Gente de várias procedências e diversas famílias, espalhadas num raio de dez a quinze léguas por aqueles sertões. Negros e ex-escravos: em 21 de outubro desse mesmo ano de 1866, professavam e eram batizados João Claro Arruda e sua mulher Maria Antônia de Arruda; a mulher era índia; e João Claro ex-escravo e ex-sacristão de José Manoel da Conceição (5).
A igreja de Brotas foi, durante muito tempo uma das maiores igrejas protestantes do Brasil, ao lado da do Rio. É verdade que a chegada bem tardia de um pastor residente (vindo apenas em 1868) permitiu ao clero católico a restrição de sua atividade assoladora. O movimento protestante, que durante um momento parecera prestes a ganhar toda a população, deu origem apenas a uma comunidade minoritária: desde 1866 um Cerqueira Leite debatia-se sozinho, na Câmara Municipal, contra o projeto de interdição das reuniões protestantes. Limitada no seu lugar entretanto, a influência dos protestantes de Brotas propagou-se pelas regiões onde se havia originado e naquelas para onde se transferiram esses protestantes. Vimos que os três irmãos Gouvêa eram de Borda da Mata; possuíam um irmão ainda nesse lugar, Antônio Joaquim, que se converteu a convite dos outros, junto com seu genro Belisário Corrêa Leite; esta foi a origem da Igreja Presbiteriana de Borda da Mata – distante de Brotas mais de 200kms, em linha reta, incontestavelmente sua filha – fundada em 23 de maio de 1869 com o batismo de 15 adultos (dos quais seis Gouvêa, dois Leite e três de seus escravos) e vinte crianças. Tendo-se transferido de Brotas para Dois Córregos, um dos irmãos Gouvêa estabeleceu ali, em 25 de março de 1875, uma Igreja constituída de 19 membros adultos e 15 crianças.
Anônimo disse…
este cruzeiro que esta no cemiterio dos escravos,foi confeccionado pelo Chiquinho Hilario com doacao da comunidade de Carmo da Cachoeitra. CLAUDIO

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