O caso do escravo Lério sepultado no adro da Capela de São Bento do Campo Belo.


José Ferreira Godinho, negociante, morador no Rancho da Boa Vista, em 19 de julho de 1862, foi um dos peritos, junto com João Villela Fialho, morador na fazenda dos Pinheiros, foram os peritos nomeados no "Caso do escravo Lério", sepultado no adro da Capella de São Bento do Campo Bello. O sacristão da referida capela era José Ignácio de Souza. O procurador dela, o tenente Francisco Ignácio de Souza. O documento, cuja inicial deu-se na fazenda Retiro em 20 de julho de 1862, registra alguns nomes e localizações, que podem auxiliar os estudiosos da região. Mostra que foram testemunhas no enterro do escravo Lério, Ignácio Lopes Guimarães, Antônio Gomes Martins e Antônio Lopes Guimarães. Assina o documento Aureliano José Mendes. Em outro momento e relacionado ao mesmo caso outras testemunhas são ouvidas: Jozé Boenno; Joaquim Thomaz; Mogango; Maria Albina mulher de Luís Francisco Motique; Pedro Bernardes da Costa; "Guerino Ferreira de Oliveira, 55 anos, natural e morador deste mesmo Destricto, vive da lavoura, (a assinatura está ilegível, no entanto parece ser dele); José Ferreira, filho do mesmo Guerino Manoel Antônio de Oliveira. Marciano José da Costa, filho de Prudenciana Bernarda da Costa, casado, 45 anos, vive da lavoura, brasileira, natural da Conceição do Rio Verde, morador na freguesia do Carmo da Cachoeira, sabe ler e escrever. A primeira testemunha, Joaquim Thomás Villela, 25 anos, vive da lavoura, casado, natural da Freguesia dos Três Corações do Rio Verde e morador neste districto. Assina arrogo de Joaquim Thomás, João Antônio da Fonseca; Segunda testemunha, Maria Albina, 25 anos, casada, natural e moradora da freguesia do Carmo da Cachoeira. Assina por ela, João Antonio da Fonceca; Terceira testemunha, Luís Gomes da Silva, 50 anos, cazado, natural e morador nesta Freguesia do Carmo da Cachoeira onde vive da lavoura. Assina arrogo Antonio Dias Pereira de Oliveira. Outros testemunhos de Roza e Paulina escravos de Marciano José da Costa. Assinam por eles a mando, o Juiz João Antônio da Fonseca e com consciência de Marciano José da Costa. Citou-se ainda: "Pedro Bernardes da Costa, 60 anos, cazado, africano, nascido neste destricto onde vive, ofício pedreiro. Assina arrogo João Antônio da Fonseca", e "José João Buenno, 23 anos, solteiro, natural e morador nesta freguesia onde vive da lavoura. Assina arrogo, João Antonio da Fonceca", "José Joaquim de Oliveira, 26 anos, casado, natural e morador deste Destricto, vive da lavoura, assina arrogo, ten. João Antonio da Fonceca", "Manoel Joaquim de Oliveira, 30 anos, casado, natural e morador deste Destricto onde vive da lavoura, assina arrogo, João Antonio da Fonceca"."Marciano José da Costa, natural de Conceição do Rio Verde, Fazenda do Rio do Peiche onde reside há 14 anos. Conhece as testemunhas há muitos anos".

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