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Navegue pela história de Carmo da Cachoeira.


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Comentários

Projeto Partilha disse…
Mons Lefort faz referência "AS MINAS DO RIO VERDE", da seguinte forma: "Longo intervalo sem ressonância, a não ser em certos rumores que corriam entre os sertanistas. Tais rumores nunca faltaram. Muito se falva sobre o SAPUCAÍ, mas ninguém conseguia situá-lo, na sua colocação. No ano de 1736 novos rumores, desta vez mais acentuados. Dizia-se a boca miuda que alguns criminosos nos confins da Capitania, estavam minerando obstinados. Que se desse uma assuada a esses criminosos obstinados. E que isso feito imediatamente. E se preparou uma aba(ilegível) a esses criminosos impunes. No dia 12 de agosto de 1737 foi a vez de nova queixa por parte de um fiscal de nome João dos Santos de Almeida. Pedia providências urgêntes, agora noticiando o rumor: "As minas do RIO VERDE são servidas pelo Sapucaí". É nomeado Guarda-mór interino do RIO VERDE, Salvador Corrêa Bocarro, um Taubetano que morava nas barrancas do Rio Grande". Salvador era genro de João de Toledo Piza e Castelhanos, casado com Ana Ferreira de Toledo e pai de Branca Teresa de Toledo. "Segundo o teor de sua patente aparecia a principal atribuição: "com a condição de assistir nele (no mencionado districto) na paragem que lhe determinar o Doutor Superintendente das terras minerais". Mons. Lefort informa que o Capitão-mór João de Toldo Piza e Castelhanos "era primo do sargento-mór Gaspar Guterres da Silveira", filho de Carlos Pedroso da Silveira e Isabel de Souza Ébanos da Silveira. "Carlos Pedroso da Silveira foi atocaiado e assassinado covardemente pelo capanga João Delgado Escovar, a 17 de agosto de 1719. Com sua morte, sua esposa,(natural do Rio de Janeiro Pedroso) foi reduzida quase a miséria e foi morar com os filhos em Baependi. Foi daí que saiu, no ano de 1730, o filho Gaspar Guterres da Silveira (casado em Pitanguy com Feliciana dos Santos)para acompanhar os três tripulantes na segunda viagem ao sertão desconhecido. Viajou várias vezes par a~lí, mais tarde indo morar em São Gonçalo do Sapucaí, onde faleceu e foi sepultado a 17 de fevereiro do ano de 1751".
projeto partilha disse…
Mons. Lefort esclarece sobre "OS CRIMINOSOS":Francisco Xavier Machado, Luis Colaço Moreira, Antônio de Souza Portugal, Francisco Mendes, Álvaro Costa, Francisco Teixeira, João de Abreu, José Pires, Antonio Gonçalves e poucos outros. Seu crime ... Mineravam às ocultas e não queriam pagar o fisco. Para sobrevivência tinham a caça, a pesca e diminutos meio de vida. E ali viviam em situação precária, ora generosamente, de acordo com o ouro que iam achando".
projeto partilha disse…
Ainda segundo Lefort, que usa o termo "homiziar" para dizer que viviam "escondidos à ação da justiça" o local, era o "VALE DA PIEDADE", meio caminho entre o RIO VERDE e o RUIO SAPUCAÍ. Descreve o local, da seguinte forma: "Para os que ouviam falar desse povoado, tudo não passava de um quilombo de brancos e, como tal, devia ser combatido a todo o custo. Porque prejudicial ao fisco, pois não era justo eximir de um dever que onerava a todos".
projeto partilha disse…
A versão versão de Mons. Lefort para a visita do ouvidor Cipriano José da Rocha, em 1737, é a seguinte: "quando percebeu que estava melhor, Cipriano decide-se empreender a viagem ao afamado quilombo de brancos. Para as emergências que surgissem, leva consigo alguns faiscadores práticos no manejo de bateias. Abrindo caminhos e picadas, alcança os povoados de Carrancas, Traituva, Encruzilhada, onde recebe um reforço militar por parte de Manuel da Costa, vindo de Santana do Capivari (hoje Consolação ou Pouso Alto?). Atravessa depois Lambari, rio desse mesmo nome onde a caravana se descansa para pescar um pouco. Mais tarde vai o Ouvidor ao Governador da Capitania: " tem o Lambari copiosa abundância de peixes (...) de admirável sabor e gosto". Ao chegar no Vale da Piedade, ou seja ao quilombo de brancos, o vale passa a ser referido como O DESCOBERTO DO RIO VERDE. Ao aproximar-se consta "aquilo não era quilombo. É quase uma Vila. É um lugar admirável". Aí moravam os criminosos. O Vale da Piedade, depois, Arraial de São Cipriano e a seguir Arraial de Santo Antonio de Val de Piedade da Campanha do Rio Verde e hoje CAMPANHA, sede da DIOCESE a que está ligada a MATRIZ DE NOSSA SENHORA DO CARMO do município de Carmo da Cachoeira - MG.
Anônimo disse…
Legal,
Gostei prá carmba. Obrigado pelo esforço de vocês.
leonor disse…
Ao Roberto e Luiz. O Projeto Partilha sente-se honrado em poder contar com o envolvimento dos senhores nesta busca. Cachoeirenses assumiram um grande desafio, que só se vencerá juntando esforços. A linhagem nobre dos MORAES foi incansavelmente citada pelos genealogistas e, como os casamentos na época aconteciam normalmente "entre iguais", nosso "de Rates", provavelmente mantinha a estirpe que correspondia a dos "MORAES". Só que ainda não conseguimos chegar a fazer as ligações, mas deu-se um grande passo, com a informação de Luiz. Nossa gratidão e profundo respeito. Internautas, é só conferir. Os dados estão em www.familiarattes.blogspot.com
12/06/2008
Não esquecendo que também somos Moraes
De Luiz Ferraz Moulin recebi o seguinte comentário:

"Conheci o primo Apolinário de Moraes Rattes e sua esposa dona Lucília em Guaçuí, pois ele era primo de meu pai José Moraes Moulin. Tio Elídio Rattes morou em Guaçuí, onde nasceram alguns filhos, entre eles Dr. José Moraes Rattes, pai do Paulo. Ele foi Coronel da Guarda Nacional e líder político em Alegre, onde participou da Revolta do Chandoca. Sua esposa, tia Elvira Salles Pinheiro de Moraes, era filha de Manoel Gomes Pereira de Moraes e de Guilhermina Amélia de Salles Pinheiro, ambos de Valença, RJ, da família do Visconde de Ipiabas, eram primos irmãos e membros da aristocrática família Pinheiro de Souza. Tia Elvira faleceu em Cachoeiro do Itapemirim, onde morava com a Maria e a Nina. Tio Elídio faleceu em Alegre. Apolinário era um grande pesquisador da família Moraes, foi ele quem descobriu que nós éramos da família Antas de Moraes, de São Paulo, descendente dos Braganções. Ele nos visitava sempre em Guaçuí, e em suas viagens a Mariana, MG, descobriu nossa origem familiar".

Luiz Moulin foi prefeito de Guaçuí por duas vezes, Deputado Estadual, Secretário Estadual do Meio Ambiente, Secretário Estadual de Justiça e Diretor de Meio Ambiente da CESAN.

Ao Luiz, meus sinceros e mais profundos agradecimentos pelo relato que emociona pela luz que nos proporciona e pela descoberta de mais um laço familiar.

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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