Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

Uma lenda quilomba.


Em março de 1900 Carmo Gama concluía esta história intitulada “Lenda Quilombola”, relatando a saga dos jesuítas em fuga pelos Sertões Mineiros quando foram expulsos por Pombal, em 1759, e a posterior criação de uma cidadela, ou quilombo, para abrigar os negros e assassinos que os auxiliaram nas lutas travadas com as autoridades. O texto é marcadamente favorável aos jesuítas, mostrando a harmoniosa sociedade quilombola criada sob as ordens dos religiosos e mantida sob o domínio do grande líder negro Ambrósio.

Completando o quadro, Gama afirma que os escravos dos Jesuítas eram seres de boas índoles porque haviam sido educados, catequizados e purificados da barbárie em que viviam. Comentando sobre o tratamento que os Jesuítas dispensavam aos seus cativos, assim se refere: “...pretendendo fazer do escravo, senão um sócio, pelo menos um amigo e um braço forte e pronto para as emergências da vida, os jesuítas educaram-nos, ilustrando-os quanto possível, aproveitando as boas qualidades que ressaltavam, transpareciam por entre os bárbaros costumes africanos...”.

Por ocasião do relato, apenas doze anos havia passado desde que a escravidão fora abolida no Brasil. Carmo Gama era, portanto, um homem contemporâneo do sistema escravista e havia convivido parte de sua vida com esta realidade. Muitas das histórias ouvidas a respeito de escravos ainda estavam vivas em sua memória, assim como na das outras pessoas de seu tempo, principalmente em Minas Gerais, onde o número elevado de quilombos desde o século XVIII era propiciador de um imaginário capaz de transformar quilombolas em mitos, heróis ou monstros.

Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Texto Anterior: A paga da traição.

Algumas citações que aparecem neste trabalho a respeito do Rei Ambrósio são oriundas de um texto de Gama, conforme trecho deste blog de 25 de maio de 2008.
Obs do prof
Tarcísio José Martins: Reitero, de novo. Isto não é história. É um conto, um romance, de um autor chamado Joaquim do Carmo Gama. O texto NÃO informa que se trata de um conto, copiado pela Sra. Márcia Amantino. Isto é danoso para o conhecimento de nossas crianças. Divulgue o conto, mas registre em todas as páginas que é só um CONTO.

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