A casa nova da família Rates.

Entre os dados não publicados pelo professor Wanderley Ferreira de Resende e que permanecem entre os poucos documentos manuscritos preservados em sua biblioteca, o Projeto Partilha, através de sua presidente, no ano de 2005 anotou os dados que ora repassa para conhecimento público. Segundo os mais antigos, havia duas casas da família Rates em Carmo da Cachoeira. Uma, no lugar um pouco acima de onde fica o Matadouro Municipal e outra, onde mora seu Benjamim Thomaz da Silva hoje.

Conversando com pessoas mais velhas pertencentes as tradicionais famílias constatamos o quão verdadeira era estas informações. Uma delas ele falava das "duas casas existentes" e que pertenciam a familia de Rates. Uma já é conhecida de todos - a casa de Manoel Antonio Rates. Hoje, a arte de Maurício José Nascimento nos mostrará a "Casa Nova". Para que o trabalho se manifestasse duas pessoas se destacaram na busca e resgate através da tradição: Maria Carolina Figueiredo (Carol) e Dionizia Aparecida de Jesus. Carol revela a foto encontrada em seu arquivo particular. Dionizia faz depoimentos ricos em detalhes, nomes e datas.

A segunda casa construída pela família pioneira, ficava onde vemos hoje um grande terreno vazio, no centro de Carmo da Cachoeira-MG. Como poderemos observar no mapa da cidade, é nas proximadas do Santuário de Mãe Rainha, aliás, na mesma rua Domingos Ribeiro de Rezende, na altura do número 611, esquina com rua Odilon Pereira.

A casa, que em dado momento serviu como delegacia, e ao mesmo tempo como casa paroquial, reporta-nos ao subdelegado José Fernandes Avelino, casado em primeiras núpcias com Maria Clara Umbelina e em segunda com Rita Victalina de Souza. Segue considerações sobre o inventário de Maria Teresa Villela, arquivado no Centro de Memória do Sul de Minas - cemec:

Inventariante nomeada: Rita Vitalina de Souza. Maria Teresa foi casada com Francisco Inácio de Souza. Outra filha do casal, Luciana Inácia de Souza casou-se com Paulo Francisco Mafra. Aqui os "Gomes Nascimento" estudados profundamente por Aparecida Gomes do Nascimento Thomazelli. Em sua dedicadoria diz aos "Gomes Nascimento", nome este que atravessou mais de dois séculos no Brasil. Informa também que o nome veio à família pela linha feminina.

Comentários

Leonor Rizzi disse…
Esclarecimento: Diante dos apelos e questionamentos feitos e vindos de várias partes do Brasil, o PROJETO PARTILHA esteve na Secret de Ed.,a quem a CULTURA está vinc. O diálogo foi com a Sra.Secr.e sua Equipe Técnica.No encontro mostrou-se o baixo nível de participção no quadro de votação deste blog, por parte das Escolas. O Projeto pediu uma chance de ser conhecido também aqui no Município, já que houve aceitação em nível Regional,Estad, Nacional e Internacional, conforme está indicado no Mapa acessos.Veja ao pé das páginas. Somos gratos pela oportunidade, que parece nos serão dadas, no sentido de se SENSIBILIZAR PROFESSORES E ALUNOS, abrindo-lhes oportunidade DE ACESSO A ARTE E CULTURA.
Observador disse…
"Cultura é tudo aquilo que possa fazer sentido". Alguém aí, poderá me responder, porque uma coisa que faz sentido pra tanta gente, comprovado pelos mais de 1000 acessos a página, NÃO FAZ SENTIDO AÍ? O QUE INCOMODA se mostrar o passado? e o que a Igreja está mostrando de forma tão delicada. Toma jeito, pessoal.
Carol - São Paulo disse…
Oi, caros amigos de Cachoeira - MG. Informo que a casa considerada "Casa Nova" pertenceu a meu querido avô, Benjamin Tomás da Silva e Maria Pederiva. Ambos chamados de "TBeija" e "Samariquinha". Tiveram 9 filhos: Adélia, Célia, João, Batista, Nildes,Palmira, Lorudes, Paulo, Fausto (Nadinho) e Hermínia. Nos bons tempos em que meu av^era vivo, sentava-se no "toco", colocado na calçada, em frente a esta chamada "Casa Nova dos Rates". "Alugava" todo mundo que passava, e conversa vai, conversa vem. Bons tempos aqueles. Grandes lembranças. Um abraço a todos. CAROL. Filha da inesquecível "Adélia do Benjamin".
UFLA disse…
" O museu não é um amontoado de coisas mortas, mas o repositório de fatos vívidos e vividos, que nos falam através das peças e documentos". BI MOREIRA
Antenado na UFLA disse…
Aproveitamos a oportindade oferecida pelo Pe. André e TS Bovaris e informamos que o MUSEU BI MOREIRA, CAMPUS HISTÓRICO UFLA possui uma sala muito especial, cujo material tem tudo a ver com nossa região e nosso município.SALA ANTROPOLOGIA. Lá encontram-se muitos Fragmentos de cerâmica indígena encontrados na duplicação da rodovia FERNÃO DIAS.
amigos da cultura- UFLA disse…
Sobre o Museu Bi Moreira
Aproveitamos os comentários e complementamos as informações.
Horário de funcionamento do Museu.: segunda a sexta-feira. 7 às 17 e sábados, domingos e feriados. 13 às 17 horas.
Endereço eletrônico: www.portalmuseu.ufla.br
remanescente disse…
Estou em idade avançada, porém minha memória continua viva. O corpo não esconde os verões vividos. Hoje em pleno outono como estação do ano, vivo meu outono particular, aguardando o inverno que se aproxima. Lembro-me da extinta Sociedade dos Amigos de Lavras - SAL e a exposição das peças da coleção particular do jornalista Sílvio do Amaral Moreira (1912-1994). Ele, o BI MOREIRA. Em 1980 a coleção particular foi encampada pela ESAL - Escola de Agronomia de Lavras. Hoje, no Campus Histórico da ESAL, o acervo conta com 5000 peças catalogadas. Fica minha contribuição, Pe. André e TS Bovaris. Obrigado por me ouvir.
lfaleiros disse…
Prezada Leonor, muito importante seria que professores e alunos deste município possam conhecer melhor o excelente trabalho que vc e sua equipe faz na pesquisa e divulgação da bela história de sua região. Meus parabéns por mais esta luta.
Palmira Luiza

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