Ary Florenzano em Carmo da Cachoeira.

É a casa que nos reporta ao bandeirante paulista, através dos "Bueno da Fonseca", onde o genealogista Ary Florenzano passava os fins de semana, onde o primeiro posto de telefonia pública do Distrito de Cachoeira. Hoje no local funciona a Casa Paroquial e é a residência do pároco cachoeirense Padre André Luiz da Cruz.

Juarina¹, nascida em 1892 e falecida soleira em 1970, é de uma geração muito nova em relação aos primeiros momentos de nossa história e, assim sendo, muitas pessoas ainda se lembram de sua casa e dos serviços prestados por ela. Dona Edith e seu Álvaro Dias de Oliveira contam a dinâmica vivida naquela casa - a única com telefone instalado e tornado público aos moradores. Este dado torna a casa um ponto no mental coletivo da cidade, cuja chama é mantida viva através da tradição, e dinamizada nos encontros familiares, tão comuns nesta aconchegante cidadezinha do interior das Minas Gerais. Não só pelo quanto da energia de doação e espírito comunitário a casa manifestou, como também pela sua importância em nível regional.

Quem, entre historiadores e genealogista não ouviu falar em Ary Florenzano (também grafado como Ari Florenzano)? Ele e Monsenhor Lefort foram os guardiães da história, em termos documentais do a quem se perguntar, entre historiadores logo responderá ser ele, um dos maiores expoentes da Genealogia Mineira. Seu trabalho foi editado em 1944 no Anuário Genealógico Brasileiro.

A casa, ora representada pela arte de Mauricio José Nascimento é o ponto de ligação com o bandeirante paulista na Cachoeira de Rates, através da descendência da matriarca Jesuina Cândida de Oliveira descendente de Amador Bueno, o aclamado Rei de São Paulo - 1641. Filha de Crisóstomo da Silva Bueno e Luisa Ludovina da Jesus (Dias de Oliveira) foi casada em primeiras núpcias com seu primo Francisco Dias de Oliveira, filho de Francisco Antonio Pereira e Francisca Francelina de Oliveira, irmã de Luisa Lodovina de Jesus. Dona Gustavina Ordália de Oliveira, nascida em 20/11/1868, casada com José da Costa Faria, sogros de Ary Florenzano, é a 11 filha de Jesuina e Francisco.

A Paróquia Nossa Senhora do Carmo rende homenagens ao bandeirante paulista, um dos primeiros entrantes neste território, e que junto com Manoel Antonio Rates iniciaram o povoamento deste solo sagrado chamado de Carmo da Cachoeira - MG. A homenagem se faz nas pessoas de seus descendentes entre nós, Alvaro Dias de Oliveira e sua irmã dona Geny, na da pessoa da professora Maristela, representando Américo Dias de Oliveira e do Dr. Saulo Faria, advogado, representando sua tia Juarina e os pais dela, Gustavina Ordália de Oliveira e José da Costa Faria.


1. Augusta era irmã de Juarina.
2. Ary Silva tem a nos relatar sobre Gustavina Ordália de Oliveira, nasc. 1868, casada com José da Costa Faria em 1890, em "comentários",feitos junto a imagem do dia 5 de dezembro/2009.
3. José era filho de João da Costa Faria (natural da Ilha Terceira) e Ana Justina Rocha. José e Ordália foram pais de: Juarina, nasc. 1852; Ismael de Oliveira Faria, nasc. 1894; João de Oliveira Faria, nasc. 1896; Augusto de Oliveira Faria, nasc. 1898. Augusto foi casado com Orminda Rezende e foram pais de Saulo Faria, residente em Carmo da Cachoeira, casado com Marilda Naves, filha de João Antonio Naves e Jacinta Naves; Augusta de Oliveira Faria, casada com o genealogista e viúvo, Ary Florenzano; Honorica de Oliveira Faria, nasc. 1910, res. em Lavras.

Comentários

Juarez disse…
Eu conhecia parte da história porque quando era pequeno morei aí. Agora estou longe, mas sempre procuro saber o que está acontecendo aí. Um dia dei com o trabalho do Pe. André aí e a partir deste dia, se não tiver um tempo, fabrico o meu tempo, e vou saber o que foi escrito na página do dia. O bom é que todo o dia tem página nova.
Carlyle Faria Florenzano disse…
Sou filho de Ary Florenzano e é muito gratificante quando se vê que a sua memória não foi esquecida.Também tenho essa casa em minha memória pois aí passava sempre minhas féria escolares.
gomawi disse…
Preciso de uma cópia da obra do Ary Florenzano, alguem tem?
Wilson Magela Lavras
email:magela@dag.ufla.br
TS disse…
Resposta dada pela Profª. Leonor:

Wilson Magela. Procuramos com insistência o arquivo deixado pelo genealogista Ary Florenzano. Tivemos notícias de que, após sua morte, o arquivo foi passado às mãos de genealogistas.
gomawi disse…
Ola Profa Leonor, Consegui uma das obras do Ary, Vol VI do Anuario Genealogico de 1946.
Abraços

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