quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Biografia de Maria Antonietta de Rezende.

O prefeito municipal e a secretária de Educação, Cultura e Lazer, ao assinarem a apresentação da obra: “Atlas Escolar. Histórico e Geográfico do Município de Carmo da Cachoeira – MG. Edição 2007” declararam:


Este Atlas permite às crianças descobrirem protagonistas de sua história. Conhecendo, passam contribuir para potencializar o que ela tem de bom, preservar seu patrimônio e símbolos do passado.”


Dentre os símbolos, o Hino da cidade. Escrito pela Professora Maria Antonietta, encontra-se em fase de oficialização. A tradição garante a manutenção desta criação.
O povo canta, reconhece o hino de sua cidade, e atento acompanha o processo de sua oficialização. A administração pública e Câmara municipal apoiam a manutenção daquilo que foi consagrado pela tradição. Dois pontos fortes na letra do hino bastam para garantir sua oficialização. O primeiro é o que diz da religiosidade presente na população e que a cada dia se torna mais revelador da identidade e vocação de Carmo da Cachoeira – a religiosa, incluindo aí diferentes religiões e tendências espiritualistas. A letra afirma esta convicção nas palavras:

Sob o manto da mãe protetora,
Que lá do céu por ti vela,
À sombra do escapulário
Refulgirás sempre bela.

O segundo ponto é que enfoca a força econômica garantida através de sua agricultura e pecuária. O setor primário de produção está representado no hino em:


Teu balde e tua peneira,
Mantêm teu povo de pé.


O balde – como representação da pecuária, o leite.
A peneira como representação de sua agricultura, o café.




Hino a Carmo da Cachoeira

Letra e música de Maria Antonietta de Rezende.
Arranjo do maestro Edgar Xavier.
Interpretação da mezzo-soprano Maísa Nascimento.
Instrumental: Teresa Maciel.


Sobre a autora:
Tendo como berço Carmo da Cachoeira, nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a família Rezende. A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu”. Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida. Através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além”, “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos”. Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista.
Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “Encontros e desencontros”, coloca holofote sobre a poesia “Beija-flor e a rosa”. Diante da claridade e luz, lê a essência nela contida e a sintetiza como “a metáfora do encontro perfeito”. Este é o espírito contido na poesia e escondido por detrás das palavras. Palavras, embora representações simbólicas, traduzem materiais. A sequência destes símbolos reflete os desencontros próprios do mundo físico. Nele, o jogo fricção e tensão como instrumentos de crescimento. Patrick capta este jogo ao dizer: “A vida, no entanto, traz desencontros, o amor é ‘amarga delícia’”. É assim que o prefaciador termina a apresentação da obra:

De todos os talentos da poeta, destacou – sem prejuízo, dos outros – a coragem. Escancarou seu coração e o mostrou para todos. Na esterilidade da terra lançou sua semente. Correndo riscos, partilhou.”

28 comentários:

Maria Ester disse...

Parabéns Carmo da Cachoeira por ter servido de berço da professora Maria antonieta.

Romilda disse...

Lembro sempre de meu pai e minha mãe saíndo naquela manhãs frias para pegar o caminhão da "panha".
Agora leio que a peneira representa essa agricultura que matou nossa fome - minha e de meus irmãoszinhos.

Reinaldo disse...

Que lindo o que Patrick falou da Antonieta. Ele é engenheiro em São Paulo. Nasceu aqui, e seus pais ainda moram em Cachoeira. Conheceu muito a professora.

Bel disse...

A Câmara vai aprovar. Pramór de que não aprovaria a beleza de hino feito por uma cachoeirense, e dos idos tempos?

Lilico disse...

O leite, nossa riqueza. Não há de ver que é isso mesmo. Certinho, como vejo e vivo. Só tem é cafezal poraqui. Tem muita vaca nos pastos também.

Junior disse...

Não acredito. Minha professora pediu pra gente fazer uma desenho. Falou que era pra gente lembrar o que trazia mais dinheiro para a cidade. Pensei muito, mas como moro no Bom Retiro e sempre via o meus pais, meus vizinho irem trabalhar no campo não tive dúvida, desenhei muitos pés de café e muitos animais no pasto.

Rui disse...

Antonieta jamais saira de nossas lembranças.

Gomes disse...

Parabéns a toda a cidade. Vai dar identidade a seu símbolo - o hino. Eu nem sabia que era a Câmara que tinha que votar. Achava que se povo tivesse cantando como sempre escutei, estava já aceito, e pronto. Pra que complicar?

Júlia disse...

Quer dizer que o prefeito acha que tem que valorizar os que são do lugar? Que bom que ele pensa assim.

Juju disse...

Uaí, mas porque não deixa como sempre foi. O hino é esse. Todo mundo sabe que é ele e gosta dele e ponto final.

Marli disse...

Na invernada o dia começa muito cedo. Que frio.

Jonas disse...

Que isso aí. Estou de olho naquele cara a quem dei meu voto. Se votar contra num voto mais nele. TO te seguindo cara, olhe lá o que você vai fazer, pô.

Viegas disse...

Se votar contra vai dar virada nessa eleição. To pagando pra ver.

Carlinho disse...

Âqui. É só levar nossa classe no dia que os vereadoes forem votar no hino. Quero ver, na nossa frente ir contra o que o povo pensa, o que o prefeito e a secretária da educação escreverem de nós.

Itatiaia disse...

Se os vereadores não derem o voto que diga o que nós pensamos pior pra eles. A cabeça vai rolar. A frigideira vai fritar. Porque? porque eles só representam. Se não tem competência para representar certo, que caia fora já. Abaixo assinado, pra que te quero?

Mariana disse...

Que bom que o povo participa aí. Sabe que aqui em minha cidade não há espaço como o de voces. É uma pena. O espaço é altamente equilibrador. Traz os representantes a ver uma realidade que o poder as vezes cegar.
Parabéns aos organizadores do blog

capixaba disse...

Quanto pemerequetê. Isso é muito saudavel. Cada pessoa que fala deixa sua contribuição e os vereadores conseguem perceber a vontade de seu eleitorado. Parabéns aqueles que tem a oportunidade de abrir esses espaços. Assim todo o Brasil fizesse assim. Aqui nós temos os jornais, mas é muito limitador.

Resende disse...

Aqui Patrick. Parabéns pelo que você disse de minha parente, a querida Maria Antonietta de todos nós. Nosso patrimônio. Ela deixou a semente no TERRENO ÁRIDO, sim. O tempo passou, a natureza regou, o povo estragou. Mas não vai estragar mais. Os tempos são outros. Hoje ficamos de olho em tudo. A semente tem que virar árvare e dar frutos.Não moro mais aí, mais estou acompanhando pelo blog. Parabéns a seus organizadores.

Leonor Rizzi disse...

Profunda gratidão a todos pela participação. Chego a me comover ao perceber o quanto o cachoeirense está amadurecido. Coloca suas idéias sem agredir, e na simplicidade de sua linguagem, reflete a sabedoria UNICA, que só existe nas camadas populares o "Senso comum". Parabéns a cada um que, deixando seus afazares parou por segundos e colaborou.

Leonor Rizzi disse...

Em agradecimento ao Criador que pacientemente aguarda o amadurecimento do fruto, oro:
Pai-Nosso,
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as Comunidades...
Que assim seja.

Fellippe disse...

Peço licença e desculpas ao mesmo tempo. Foi o espaço que encontrei para me manifestar. Moro na cidade ha pouco tempo. Estou tomando providências para transferir meu título para cá. Hoje, logo pela manhã necessitei ir a farmácia. Ao passar pela zona central, senti-me incomdado pelo cheiro ácido que daí emanava. Após uma noite de festas imagine... ... Será que a população merece isso? Este blog é de alto nível, e só por isso registrei meu desabafo. Desculpe-me.

Suely disse...

Maria Antonietta.
Brigadão. Aí do céu saiba que a amamos muito.

Rezende disse...

Orgulho-me de pertencer a esta tradiconal família. Orgulho-me mais por ter a Maria Antonita com membro desta família. Moro fora, mas fico atento a tudo que corresponde a nossa família. É o meu tesouro.Imensurável

Paulistano disse...

Olá Patrick.
E não conta nada para o pessoal daqui de São Paulo. Como bom mineiro, fica caladinho. Parabéns pelo seu trabalho em nível cultural. Eu pessoalmente desconhecia.

Paulistano 2 disse...

O doce jogo de palavras usado por Patrick encanta.

Bueno disse...

Que dupla, Maria Antonietta e Patrick. Parabéns Carmo da Cachoeira.

Toledo disse...

O efeito dado pelo TSBovaris na parte "dos filhos distantes" foi simplemente exuberante. Quase estourei de emoção. Estou fora daí faz 23 anos. Ao me aposentar volatarei. Parabéns Pe.André, foi o chamado de volta a casa do Pai.

Renato disse...

Morei aí durante 4 anos. Estou num estado muito diferente deste, ache que com mais cultura. O blog fechou minha boca, as palavras morreram na garganta.

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