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Mensagem do Padre André.


Mensagem do Padre André Luiz da Cruz:

A obra do Projeto Partilha é uma contribuição às comemorações dos 150 anos da instituição canônica desta paróquia. Buscamos informações esparsas em fontes variadas de consultas espalhadas por este imenso território em seu período colonial, e em arquivos do Conselho Ultramarino. Vasculhamos também livros documentais da paróquia e outras fontes diocesanas. Ouvimos a população e registramos as imagens presentes em sua memória. Lemos poesias, contos e publicações que nos dizem respeito. Conseguimos assim recompor em parte a arquitetura que abrigava as ermidas e outros pontos de manifestação religiosa neste local, no fim do século XVIII e início do século XIX. Convencionamos chamar de “Resgate” o resultado desta busca que ora registramos elevamos ao conhecimento público. Nossa comunidade terá a oportunidade de visualizar como esta cidade se desenvolveu e o que nela existiu. Saberá perceber, vendo nos desenhos artísticos a forma de moradia de nossos ancestrais, seus usos e costumes. Fizemos o possível para enxergar longe, no entanto, com fidelidade só encontramos como início de referência uma autorização para funcionamento do cemitério em 1739.

As terras do Sítio Cachoeira se mostraram como um local ou ponto de passagem. Por elas tropeiros e boiadeiros transitavam trazendo pedras preciosas, ouro e produtos importados, entre outros. O tropeiro serviu de elo de integração territorial. Aqui, Manoel Antonio Rates foi comerciante e gerenciador de uma paragem, entre muitas paragens deste imenso sertão em caminhos paralelos. A idéia da representação, através da arte, tomou-se a opção pelo singelo, pelo simples. Desta maneira, o trabalho fala por si. A nós, que o reconstruímos, fica a clareza de que a comunidade poderá a partir desta síntese referencial, manifestar em si um novo recomeço selado com energias sublimes de amor, amizade, gratidão, perdão, entendimento, compreensão, paciência, alegria, e humildade.


Comentários

Anônimo disse…
Cachoeira, um ponto de passagem, ora vejam só. Nunca havia pensado nisso, no entanto, não é que é isso mesmo? Aqui não tinha ouro, nem tão pouco grandes rios. E o caminho era paralelo, meio às escondidas, ótimo para se levar produtos sem pagar impostos, uaí.
Anônimo disse…
Pe. André.
Parabéns pelo seu envolvimento com a questão histórica de Carmo da Cachoeira. Uma dívida antiga deixa de existir dada sua postura, que revela um caráter integrador, limpo, transparente. Mostra também que, como pastor o senhor busca conduzir seu rebanho para conquista de bens imateriais, seguindo nosso Mestre Jesus Cristo
Anônimo disse…
Padre André.
Um trabalho que fale por si, conforme o senhor diz, fala a cada coração independente de estar dentro de uma pessoa branca, preta, amarela, vermelha. Parabéns por permitir que seus fiéis escutem a voz que vem, lá do fundo do coração.
Anônimo disse…
Incrível esse Manoel Antonio Rates. Figura inigmática, quase mitológica.
Lucas disse…
Brigadão prá todo munduuuuuu!!!!!
Anônimo disse…
Ei, Pe. André. O senhor levou a gente longe, hem? Quietinho, quietinho, o senhor está dizendo prá gente, vai estudar que o mundo é muito grande, e Cachoeira estava desde sempre ligado a ele. Lá do outro lado do mar... Nossa, será que consigo passar de ano se não Zé.
Anônimo disse…
Parabéns Pe. André.

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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1 Barleus, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
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